A busca e apreensão na casa de um jornalista é um sinal preocupante para jornalismo. Não estamos falando de concordar ou discordar da notícia publicada. Estamos falando de um princípio básico: jornalista não pode ser tratado como suspeito simplesmente por fazer seu trabalho.
A Constituição protege o sigilo da fonte exatamente para garantir que denúncias e informações de interesse público possam vir à tona. Quando o Estado invade a casa, a mensagem que fica para as fontes é clara: falar pode ser perigoso.
Erros jornalísticos se corrigem com direito de resposta e com a Justiça, dentro do devido processo legal. Mas usar instrumentos de força contra a imprensa cria um precedente grave.
Democracia não combina com intimidação ao jornalismo. Combina com transparência e liberdade.
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