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Brasil

Buzzi nega denúncia de importunação sexual em carta enviada ao STJ

Nesta segunda-feira, o CNJ recebeu uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro

3 min

10/02/2026 09:41 • Atualizado há 254 dias

Buzzi nega denúncia de importunação sexual em carta enviada ao STJ

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enviou uma carta aos demais ministros do tribunal. No documento, que a Band teve acesso, ele nega as acusações de importunação sexual e afirma que demonstrará sua inocência (leia a carta completa abaixo).

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Nesta segunda-feira (9), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro. Uma ex-funcionária do gabinete do magistrado prestou depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça, relatando investidas recorrentes que teriam ocorrido nas dependências do tribunal.

“De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência”, escreveu Buzzi.

“Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado. Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”, continuou.

Segundo ele, esse histórico não é “invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica".

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Na semana passada, o conselho recebeu a primeira denúncia contra ele. Uma jovem de 18 anos, que é filha de um casal de amigos do ministro, o acusa de tentar agarrá-la durante um banho de mar. O caso teria ocorrido no mês passado, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

Diante da acusação, o STJ abriu uma sindicância para apurar o caso. Em seguida, Buzzi apresentou um atestado médico e está afastado do trabalho por questões médicas.

Leia a carta do ministro

Caros colegas,

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Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.

De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.

Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.

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Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.

Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.

Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.

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Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.

Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.

De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.

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