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Caças israelenses disparam 65 bombas contra Houthis, no Iêmen

Vinte caças israelenses viajaram 2.200 quilômetros para o maior bombardeio a vários alvos dos Houthis em Sanaa

Por Redação
REDAÇÃO

25/09/2025 • 15:25 • Atualizado em 25/09/2025 • 15:25

Moises Rabinovici
Cortejo fúnebre de funcionários do governo Houthi mortos em um ataque israelense, em Sanaa

Cortejo fúnebre de funcionários do governo Houthi mortos em um ataque israelense, em Sanaa

REUTERS/Khaled Abdullah

Vinte caças israelenses viajaram 2.200 quilômetros para o maior bombardeio a vários alvos dos Houthis em Sanaa, a capital do Iêmen, vingando-se de um drone que explodiu perto de um shopping center no balneário de Eilat, no Mar Vermelho, ao sul de Israel, que deixou um ferido em estado grave e outros 20 tratados por estilhaços, na quarta-feira.

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Aviões tanques reabasteceram os caças em voo. Eles despejaram 65 bombas em sete alvos que incluíram centros de comando, arsenais e prédios militares. O ataque foi desferido, por coincidência, quando o discurso gravado do líder Abdul-Malik al-Houthi era ouvido na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

O mesmo local em que uma revoada de caças israelenses matou 12 membros do governo Houthi, inclusive seu primeiro-ministro e ministro da Defesa, no mês passado, voltou a ser atingido, nesta quinta-feira, por dois mísseis. A TV saudita Al Arabiya contou 11 alvos atacados, enquanto a Al Hadath, 13, na praça central Sabeen e no bairro de Bab akl-Yemen.

Os Houthis, armados e financiados pelo Irã, entraram na guerra contra Israel, há cerca de dois anos, em solidariedade ao Hamas. Não só disparam mísseis balísticos e drones contra, cidades israelenses, como também atacam navios que tenham ligações com portos e proprietários em Israel.

Em um comunicado depois do ataque, o porta-voz militar em Jerusalém destacou, principalmente, um dos alvos, o aparato de inteligência e segurança dos Houthis, usado para prender e torturar dissidentes políticos. Outro alvo foi o palácio presidencial no distrito de al-Nahdain, atingido, e uma estação elétrica na rua al-Rabat.

O porta-voz em Jerusalém também advertiu que novos ataques estão sendo planejados para breve. A versão Houthi destoa da israelense, dizendo que os caças invasores foram obrigados a fugir ao serem confrontados pela defesa antiaérea iemenita.

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