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Cães terapeutas auxiliam no desenvolvimento de crianças com autismo no ES

Trabalho realizado em Vila Velha treina animais para promover socialização e qualidade de vida; caso de criança autista mostra evolução em poucos meses

LUCIANO ROSETTI

07/01/2026 • 23:07 • Atualizado em 07/01/2026 • 23:07

Cães terapeutas auxiliam no desenvolvimento de crianças com autismo no ES

Cães terapeutas auxiliam no desenvolvimento de crianças com autismo no ES

Reprodução/Jornal da Noite

A convivência com animais de estimação tem ultrapassado o conceito de lazer para se tornar uma ferramenta fundamental de saúde e bem-estar. No Espírito Santo, um projeto especializado em "cãoterapia" está transformando a realidade de diversas famílias, auxiliando no desenvolvimento cognitivo e na socialização de crianças e adultos.

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Na zona rural de Ulisses Guimarães, em Vila Velha, uma chácara dedicada ao cuidado e treinamento animal abriga atualmente 35 cães. O foco do trabalho institucional é preparar esses pets para que atuem como suporte terapêutico em casos específicos, como no acompanhamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Impacto na comunicação e interação social

Os benefícios da intervenção assistida por animais são exemplificados pela história de Aninha, de 3 anos. Antes da chegada da cadela Cora, em setembro do ano passado, a criança, que é autista, apresentava severas dificuldades de comunicação. Em poucos meses de convivência com o animal, a família relata uma mudança significativa: a menina passou a interagir de forma mais fluida tanto com os cães quanto com outras pessoas.

Segundo os responsáveis pelo treinamento, os resultados costumam ser visíveis e rápidos. A metodologia baseia-se em integrar o cão totalmente à rotina familiar, o que permite que o animal reconheça todos os membros da casa e estabeleça um vínculo de confiança, deixando de encarar os humanos como possíveis ameaças.

O treinamento dos "cãoterapeutas"

O processo de formação desses animais é rigoroso para garantir que eles estejam aptos a lidar com diferentes estímulos sem reagir de forma agressiva ou ansiosa. Os animais que passam pelo ciclo completo de treinamento recebem uma certificação simbólica, saindo da instituição como "cãoterapeutas" formados.

Especialistas reforçam que essa convivência estimula a liberação de hormônios ligados ao bem-estar e auxilia na regulação sensorial de crianças autistas. O trabalho realizado em Vila Velha destaca como o suporte animal pode ser um aliado potente no tratamento convencional, oferecendo ganhos práticos na qualidade de vida e na autonomia dos pacientes.

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