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Caiado critica polarização e defende anistia aos presos do 8 de janeiro

Governador de Goiás foi um dos convidados do Canal Livre deste domingo (15)

Da redação
DA REDAÇÃO

14/03/2026 • 22:18 • Atualizado em 14/03/2026 • 22:18

Em entrevista ao programa Canal Livre, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), apresentou um posicionamento contundente sobre as eleições de 2026 e o cenário de polarização política no Brasil. Questionado pelo jornalista Rodolfo Schneider sobre o espaço para uma terceira via, Caiado afirmou que o próximo pleito não pode ser pautado pela "revanche" e defendeu uma medida de pacificação imediata para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

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“8 de janeiro, se eu for o presidente, eu vou anistiar, acabar com isso imediatamente e falar: "Acabou esse assunto, vamos trabalhar”, declarou o governador. Segundo ele, é preciso resgatar a credibilidade da cadeira presidencial, afirmando que "não se governa sem autoridade moral" e que o atual momento exige um diálogo direto com os chefes dos outros Poderes para enfrentar os problemas estruturais do país.

Caiado concentrou grande parte de sua fala na crise de segurança pública, criticando a postura do governo federal diante das facções criminosas. "Eu reconhecerei e encaminharei ao Congresso Nacional imediatamente também que essas facções elas serão consideradas terroristas, com todas as penalidades que deve haver", pontuou.

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O governador argumentou que a população mais humilde vive hoje "sequestrada pelo narcotráfico" e criticou o que chamou de apatia da gestão atual: "Ao invés de estar governando neste momento preocupado com o Brasil, [o presidente] se posa de embaixador de facção".

O governador de Goiás também utilizou o espaço para defender o modelo de gestão aplicado em seu estado, mencionando o rigor no sistema carcerário e a autonomia dos estados frente à União. "No meu estado de Goiás, não tem visita íntima para o faccionado. Não tem audiência com o advogado em sigilo. Tudo é gravado", exemplificou, citando que esse controle é o que gera o clima de segurança necessário para o desenvolvimento econômico.

Temas do debate

O programa também vai abordar o peso da crise do banco Master no cenário eleitoral. A discussão deve tratar dos reflexos do episódio na confiança do mercado e na percepção de solidez das instituições brasileiras.

Outro eixo central será a superação da divisão política que se consolidou no país nos últimos anos. Os governadores vão expor como pretendem dialogar com eleitores de campos opostos e quais caminhos enxergam para reduzir a polarização.

Como será o programa

Participam da entrevista os jornalistas Fernando Mitre e Eduardo Oinegue, além do cientista político Fernando Schüler. A apresentação será de Rodolfo Schneider, que conduz a conversa e organiza as rodadas de perguntas aos três pré-candidatos.

O Canal Livre vai ao ar neste domingo (14), às 22h, na tela da Band, com transmissão simultânea no site Band.com.br e no aplicativo Bandplay.