
Petroleiros passam pelo Estreito de Hormuz (21.dez.2018)
Hamad I Mohammed/Reuters
Resumo
O Parlamento do Irã aprovou neste domingo uma medida que prevê o fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural, em resposta aos bombardeios dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas no dia anterior.
O anúncio, feito por meio de um veículo de imprensa local, diz que a decisão final, contudo, cabe ao Conselho Supremo de Segurança Nacional, e ainda não foi informado um prazo para que ela seja tomada.

Estreito de Hormuz: rota é fundamental para petroleiros que saem do Oriente Médio | Arte: TV Band
Em entrevista à emissora Press TV, o general Esmaeil Kousari, integrante da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento, afirmou que os deputados iranianos concluíram "que o Estreito de Hormuz deve ser fechado, mas a decisão final a esse respeito cabe ao Conselho Supremo de Segurança Nacional".
Se confirmado, o bloqueio pode pressionar os preços do petróleo e do gás no mercado internacional, além de provocar atrasos no abastecimento global dessas commodities.
EUA ‘cruzaram linha vermelha’
Neste domingo (22), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, disse que os Estados Unidos “cruzaram uma linha vermelha muito grande” ao atacarem instalações nucleares no país. O chanceler falou durante uma entrevista coletiva em Istambul, na Turquia, quando afirmou que os ataques representam uma grave violação da carta da ONU e ao direito internacional.
O chanceler do Irã vai a um encontro em Moscou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Neste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país atacou três instalações nucleares do Irã: Fordow, Natanz e Esfahan.
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