
Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas
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O programa Canal Livre deste domingo (5) traz uma análise detalhada sobre o atual cenário eleitoral brasileiro e os perfis de eleitores que podem definir o futuro do comando do país. Especialistas discutiram a estabilidade das intenções de voto e os grupos que ainda estão em disputa, essenciais para o desfecho da corrida presidencial.
Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, projeta que a eleição será decidida por um grupo específico de votantes. “Pelas nossas pesquisas a gente acredita que esse eleitorado que vai decidir a eleição deve ser entre 6 e 8%. O resto, o bolsonarismo já tem e o Lula já tem”, disse.
"Esse 6 a 8% vive do momento. Diria que há 60 dias, antes da denúncia do filme (suposto financiamento do empresário Daniel Vorcaro ao ‘Dark Horse’), ele estava mais com o Flávio, tanto que o Flávio encostou e chegou até a passar (o Lula). Neste momento, devido às denúncias contra o Flávio e a briga familiar, ele está mais propício ao Lula. Mas nos últimos 30 dias, em uma maneira geral, o Lula está estável. Ele tem em torno de 42% em todas as pesquisas, dificilmente passa disso. Aí a pergunta que se faz é a seguinte: no mês de outubro, a tempestade estará de que lado?", afirmou Hidalgo.
Nem Lula e nem Flávio: perfil de mulheres conservadoras pode decidir eleição
Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, acredita que essa parcela do eleitorado que está em disputa é ainda menor: cerca de 3 a 4% dos brasileiros. “Desses 52% que dizem que o governo Lula não merece continuar, tem gente que votou no Lula e hoje está na dúvida. São de três a quatro pontos percentuais. Esse é o percentual que pode mudar de lado. Porque quem acha que o governo não merece continuar e votou no Bolsonaro em 2002 não vai mudar de lado nessa altura do campeonato. Esses 3 a 4% representam quase 5 milhões de eleitores”, afirma.
“Quem são essas pessoas? São essencialmente mulheres, ganham de 2 a 5 salários mínimos, a maioria está no mercado informal no trabalho e tem diferentes fontes de renda, inclusive. Elas estão muito concentradas na região metropolitana do Sudeste, principalmente São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e foram decisivas pro Lula ganhar as eleições em 2022. Esse público está em disputa. E é um perfil de mulheres conservadoras, com muito engajamento com a sua comunidade e igreja local”, disse Maurício.
Na avaliação do fundador do Instituto Ideia, os dois principais postulantes à Presidência em 2027 desagradam essa parcela da população. "Elas têm uma memória muito ruim do governo Bolsonaro na gestão da Covid, na pandemia. Elas também acham que esse governo não está entregando, principalmete na sensação econômica. E a Michelle tem um canal direto de comunicação com essas pessoas. Mas hoje só o governo tem dialogado com esse público com a questão das bondades", pontuou o especialista.
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