O presidente do PSDB, Aécio Neves, comentou em entrevista ao Canal Livre sobre a alta rejeição que aparece em pesquisas eleitorais sobre seu nome – a terceira maior, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL), na casa dos 40%.
O ex-presidenciável atribuiu a alta rejeição a uma "farsa arquitetada" em 2017 pelo empresário Joesley Batista – quem Aécio chamou de “verdadeiro dono do Brasil”.
Na ocasião, Joesley entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação em que Aécio pedia R$ 2 milhões para pagar despesas de advogados de sua defesa na Operação Lava Jato.
A quantia foi repassada em quatro parcelas de R$ 500 mil a um primo do tucano em uma operação controlada e filmada pela Polícia Federal. Na época, Aécio era senador e caso resultou em seu afastamento da Casa Alta.
O Ministério Público Federal (MPF) o denunciou pelo crime de corrupção passiva. Em 2022, a Justiça Federal de São Paulo absolveu Aécio por falta de provas. Em 2023, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) rejeitou o recurso do MPF, mantendo a absolvição do presidente do PSDB.
O deputado lembra que, naquele momento, as duas principais candidaturas ao Planalto eram a sua e a de Michel Temer, que estava no exercício do cargo depois do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Para Aécio, ambas foram sabotadas pelas “armações” do empresário.
Com o PT em crise – Dilma impeachmada e Lula seria preso pouco tempo depois – e tendo que apostar em um que tinha alta rejeição por conta do antipetismo, o caminho ficou aberto para o outlier Jair Bolsonaro, que viria a ser eleito no segundo turno.
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