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Aécio diz que Brasil escolheu 'caminho equivocado' ao não o eleger em 2014

Presidente do PSDB afirmou que implementaria o "governo da meritocracia" no Brasil e avalia que declarações sobre o Bolsa Família pode ter custado a eleição

Da redação
DA REDAÇÃO

07/06/2026 • 06:00 • Atualizado em 07/06/2026 • 06:00

Aécio diz que Brasil escolheu 'caminho equivocado' ao não o eleger em 2014

Aécio diz que Brasil escolheu 'caminho equivocado' ao não o eleger em 2014

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou em entrevista ao Canal Livre que o Brasil "pegou o caminho equivocado" ao não elegê-lo presidente da República em 2014. O deputado foi derrotado pela então presidente Dilma Rousseff (PT).

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O deputado sustentou que estava preparado para conduzir o que chamou de "governo da meritocracia" e de "transformação absoluta", montado a partir de reuniões, à época, com o que descreveu como as cabeças mais talentosas não só da economia, mas também das áreas social e de saúde.

O projeto, segundo ele, combinaria política fiscal rígida e correta, estímulo ao crescimento e ao investimento privado e quadros qualificados em todas as áreas sociais.

Para ilustrar o grau de compromisso em torno daquela candidatura, o parlamentar relatou um episódio de uma reunião na Casa das Garças, no Rio de Janeiro, com economistas do ligados ao Plano Real, como Pedro Malan e Armínio Fraga.

Segundo Aécio, os presentes teriam se comprometido a abrir mão de suas atividades empresariais para integrar o governo por quatro anos e "arrumar o País". Questionado se "aguentaria o tranco", ele disse ter respondido que era para aquilo que havia se preparado.

Ao detalhar o que pretendia para a área social, o presidente do PSDB defendeu a construção de "portas de saída" para os programas de transferência de renda, que classificou como políticas de Estado, e não mais de governo.

Foi nesse ponto, admitiu, que talvez tenha perdido a eleição. Disse que sustentava, "com muita franqueza", a necessidade de dar a essas pessoas a oportunidade de não deixar como herança aos filhos "só o cartão do Bolsa Família", com a qualificação dos beneficiários em parceria com o Sistema S e outras instituições, para criar uma "dinâmica nova" no País.

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