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Bolsonaro e Moraes não são essenciais para o tarifaço de Trump, diz Trevisan

Segundo o especialista, as tarifas americanas aplicadas a vários países, inclusive aliados dos EUA, são um recado para a China, mais até que apoio a um aliado ideológico

Da redação
DA REDAÇÃO

02/08/2025 • 14:57 • Atualizado em 02/08/2025 • 14:57

Tarifaço de Trump é recado para a China, diz o professor Leonardo Trevisan

Tarifaço de Trump é recado para a China, diz o professor Leonardo Trevisan

Reprodução/Canal Livre

O tarifaço de 50% e as sanções aplicados contra o Brasil e o ministro Alexandre de Moraes, respectivamente, ganharam destaque no Canal Livre que vai ao ar neste domingo (3). Para o professor Leonardo Trevisan, um dos entrevistados, nem Bolsonaro, nem o magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) são essenciais para os interesses do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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“Nem a questão Bolsonaro, nem a questão Alexandre de Moraes [são essenciais para Trump]. A questão Alexandre de Moraes é a mesma que está no documento com a Europa. Se regular big tech, eles vão chiar para valer”, disse Trevisan, professor de relações internacionais, após pergunta do jornalista Fernando Mitre.

Segundo o especialista, as tarifas americanas aplicadas a vários países, inclusive a aliados dos EUA, são um recado para a China, uma tentativa de conter a influência de Pequim no mundo.

Como o Brasil está alinhado ao Brics - grupo de nações emergentes com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - e há substanciais investimentos chineses para a construção de ferrovia até o Peru, a parceria sino-brasileira é vista atenção pela Casa Branca.

“O recado para o Brasil é: ‘Cuidado com a influência chinesa’. A influência chinesa não é o Porto de Chancay, no Peru, em que eles botaram 4 bilhões de dólares lá para fazerem o porto, único da América Latina que recebe cargueiro de contêiner daquele tamanho. Mas eles não fizeram só isso. Eles estão fazendo o Porto de Chancay e toda a estrutura de transporte dentro do Brasil, a [Ferrovia] Bioceânica. E há um aviso dos chineses: ‘Se a eleição para o nosso lado for favorável, nós vamos trazer a tecnologia para furar os Andes’”, explicou o professor.

Como assistir ao Canal Livre

O Canal Livre vai ao ar neste domingo (3), na tela da Band, na Bandnews TV, Bandplay e também no canal Band Jornalismo, no Youtube.

O programa começa às 20h, na Bandnews TV, e às 23h, na tela da Band.