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Ciro Nogueira sobre Tarcísio na presidência: "Será leal, mas jamais pau mandado de Bolsonaro"

A declaração foi uma resposta a questionamentos sobre a autonomia de Tarcísio em relação ao seu padrinho político

Da Redação
DA REDAÇÃO

12/10/2025 • 12:44 • Atualizado em 12/10/2025 • 12:44

Resumo

Declarações de Ciro Nogueira sobre a relação entre Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro destacam lealdade, mas negam submissão.

Preocupações de empresários e políticos são levantadas por Mônica Bergamo sobre a dependência de Tarcísio da aprovação de Bolsonaro, exemplificando com pressões sofridas por Tarcísio.

Independência política de Tarcísio é defendida por Nogueira, apontando a gestão autônoma dele em São Paulo como evidência.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manterá uma relação de "lealdade" com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas rechaçou a ideia de que ele seria um presidente "submetido" ou "pau mandado". A declaração foi uma resposta a questionamentos sobre a autonomia de Tarcísio em relação ao seu padrinho político, levantados durante o programa Canal Livre.

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A jornalista Mônica Bergamo apontou uma preocupação de empresários e políticos de que Tarcísio, por depender da bênção de Bolsonaro para se candidatar, teria que "pedir continência" constantemente ao ex-presidente. Como exemplo, ela citou o episódio em que Tarcísio, pressionado, chamou o ministro Alexandre de Moraes de "ditador" em um ato na Avenida Paulista, algo que nunca havia feito antes.

Nogueira rebateu a crítica, fazendo uma distinção clara entre lealdade e subordinação. "Eu não considero que ele vá bater continência. Ele vai ser leal. Ele deve a sua carreira política ao presidente Bolsonaro e jamais pode traí-lo", afirmou, alertando que uma traição resultaria no mesmo destino político de João Doria.

"Tarcísio trair Bolsonaro, isso não existe", garantiu.

No entanto, o senador usou a atual gestão de Tarcísio em São Paulo como prova de sua independência.

"Um exemplo clássico é o governo de São Paulo. Tem essa batida de continência? Não tem. Ele tem tocado o governo aqui de forma independente e se transformou num exemplo para o país", argumentou Nogueira.

Para o presidente do Progressistas, a dinâmica está clara: Tarcísio só será candidato com o apoio de Bolsonaro, mas, uma vez no poder, governará com autonomia."Ele sempre vai ser leal ao Bolsonaro, mas jamais vai ser subordinado ou pau mandado. Disso pode ter toda a certeza", finalizou.

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