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Clécio Luís justifica saída do PSOL e se define no 'Centro': "É preciso se libertar de dogmas"

Governador do Amapá afirma que o fundamentalismo e o dogmatismo afastaram sua atuação da esquerda

Da redação
DA REDAÇÃO

19/10/2025 • 17:46 • Atualizado em 19/10/2025 • 17:46

Em entrevista ao Canal Livre, o governador do Amapá, Clécio Luís, detalhou sua visão política e os motivos que o levaram a deixar o PSOL, enfatizando que a mudança partidária não alterou seus princípios fundamentais.

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“Eu já fui muito partidário, não é? Entendo que isso é importante, houve uma pulverização partidária que acabou com os partidos no Brasil, vejo um movimento de retomada disso. Mas o mais importante, eu não mudei os meus princípios, não mudei os meus intentos do que eu acredito na política. A política é a ferramenta capaz de mudar a vida das pessoas, não é? Independente do partido que eu esteja", declarou.

O governador afirmou que sua ideologia política atual se encontra no Centro, sendo "capaz de dialogar com os dois lados," e defendeu a necessidade de "se libertar dos dogmas para fazer uma discussão honesta, seja sobre petróleo, mineração, desenvolvimento e comunidades tradicionais."

A decisão de se afastar da esquerda e do PSOL foi motivada, segundo ele, em parte pela ideologia, mas também por questões pragmáticas. Ele citou o apoio recebido de Davi Alcolumbre (União Brasil) em sua primeira eleição para prefeito, mesmo estando no PSOL, algo que era "impensável" na época.

"Poxa, eu digo: 'Espera aí, por que eu não podia fazer isso antes?' E depois eu compus um arco de aliança para governar que englobou partidos, como o União Brasil. E aí isso não era possível no PSOL. Então, por uma questão pragmática também, eu fui para a Rede, né? E depois para o Solidariedade."

Clécio Luís destacou que essa liberdade lhe permite "colocar o Amapá acima da bandeira partidária, acima dessas questões dogmáticas." Ele concluiu que o que tem dividido o Brasil não é a ideologia em si, mas sim o dogmatismo e o fundamentalismo. "Essa decisão que eu tomei diz respeito a mim, mas também à forma como eu trato a política no Amapá com todos os atores políticos."

A entrevista completa vai ao ar no Canal Livre às 20h na BandNews TV e, na Band, depois do Planeta Selvagem. A apresentação é de Rodolfo Schneider, com a participação dos jornalistas Fernando Mitre, Thays Freitas e Thaís Dias.