Canal Livre

Essa medicação muda a vida, diz especialista sobre canetas emagrecedoras

Em entrevista no Canal Livre, o médico Ricardo Cohen defende que o tratamento da obesidade com novos fármacos gera um "efeito dominó" positivo, reduzindo casos de infarto, diabetes e até dependências químicas

Da redação
DA REDAÇÃO

21/03/2026 • 15:40 • Atualizado em 21/03/2026 • 15:40

"Eu utilizaria essa medicação porque ela muda a vida". Foi com essa afirmação que o especialista em obesidade Ricardo Cohen resumiu o impacto da nova geração de medicamentos, como a Semaglutida e a Tirzepatida, durante entrevista no Canal Livre.

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Para o médico, focar apenas na perda de peso é ignorar o real benefício dessas substâncias: a prevenção de doenças graves e a melhora sistêmica da saúde pública.

Segundo Cohen, o uso das chamadas "canetas emagrecedoras" vai muito além da estética. Ele explica que, ao tratar a obesidade na raiz, o paciente deixa de sofrer com uma série de comorbidades.

"Não tem mais CPAP porque não tem mais apneia do sono, o diabetes melhora, os casos de AVC caem de número, infartos caem de número, as diálises caem de número", pontuou o especialista, destacando que até o risco de quedas e fraturas em idosos é reduzido.

A Ciência por Trás do Cérebro

A explicação para resultados tão abrangentes reside na forma como esses medicamentos atuam no organismo. Cohen explicou que essas substâncias conseguem atravessar a barreira entre o sangue e o cérebro, agindo diretamente no hipotálamo. Essa ação neurológica ajuda a explicar dados surpreendentes citados pelo jornalista Fernando Mitre, como a redução de 42% no risco de depressão e 38% nos casos de ansiedade em usuários do medicamento.

Mais do que isso, Cohen revelou que estudos iniciais já apontam para uma diminuição na adição a drogas e ao álcool, e pesquisas em andamento investigam benefícios até para pacientes com Alzheimer.

O Futuro com o Fim das Patentes

O debate ganha urgência com o fim iminente da patente da Semaglutida. Com laboratórios brasileiros aguardando o aval da Anvisa para produzir versões genéricas, a expectativa é que o acesso a esses tratamentos seja democratizado.

A médica nutróloga Marcella Garcez também comentou sobre o assunto e enfatiza que a "obesidade é uma doença crônica que não tem cura, mas tem controle".

O Canal Livre vai ao ar neste domingo (22), às 20h, na BandNews TV e, mais tarde, na tela da Band, depois do programa o Som dos Oceanos.