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Flávio quer quadruplicar pena para furto de celular e trabalho para presos

Candidato à Presidência é o convidado do programa Canal Livre deste domingo (2)

Da redação
DA REDAÇÃO

01/08/2026 • 21:05 • Atualizado em 01/08/2026 • 23:42

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

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Flávio Bolsonaro (PL) é o convidado do programa Canal Livre deste domingo (2), dando sequência a série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República. Uma das questões abordadas foram suas propostas para a segurança pública, dentre as quais ele destacou a ideia de quadruplicar a pena para casos de roubo de celular.

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Eu vou quadruplicar a pena mínima para furto de celular ou receptação. Então, a pena mínima vai ser de 8 anos para vagabundo que rouba, que assalta por causa do celular. E quando ficar preso, e vai ficar preso, vai trabalhar. Vai trabalhar para pagar a sua estadia, para dar valor ao dinheiro suado de um trabalhador suado. --Flávio Bolsonaro

Classificando sua iniciativa como uma "candidatura de protesto", Flávio Bolsonaro criticou o que chama de relativização de pequenos delitos. O senador argumenta que, para o trabalhador, o celular hoje representa a própria "vida", contendo desde economias bancárias até memórias familiares.

Segundo ele, o endurecimento das penas visa garantir que o criminoso permaneça preso, combatendo a impunidade que Flávio Bolsonaro define como um "câncer" no Brasil.

Outro pilar central de sua proposta para a segurança pública é a exigência de que o preso trabalhe dentro das unidades prisionais. De acordo com o senador, o objetivo é que o detento gere recursos para arcar com os custos de sua permanência no sistema.

Para Flávio, essa medida possui um caráter pedagógico e punitivo: "Vai trabalhar dentro da cadeia para dar valor ao trabalho, para saber quanto é que custa você conquistar as coisas na sua vida", defendeu, contrastando o esforço do trabalhador com a conduta do criminoso.

Projeto ‘Brasil Sem Medo’

As propostas fazem parte de um pacote maior intitulado "Brasil Sem Medo", que reúne 12 medidas urgentes para a área de segurança. O senador, que possui 24 anos de vida pública e se diz "completamente preparado" para o cargo, afirma que sua motivação nasce de uma crise moral generalizada, onde "quem é trabalhador está preso em casa e os ladrões estão soltos na rua".

O pré-candidato também vincula sua plataforma à defesa do legado de seu pai, Jair Bolsonaro, a quem descreve como alvo de uma "grande farsa" jurídica, posicionando-se como o herdeiro político do movimento patriota iniciado em 2018.

O Canal Livre vai ao ar no domingo, às 20h, na BandNews TV e, às 22h na tela da Band. Nesta semana, a bancada de entrevistadores será composta pelos jornalistas Fernando Mitre, Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, além do cientista político Fernando Schüler.