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Flávio: Se IA causou essa apreensão, imagina se Bolsonaro estivesse conosco

Candidato à Presidência é o convidado do Canal Livre deste domingo na Band e na BandNews

Da redação
DA REDAÇÃO

02/08/2026 • 18:01 • Atualizado em 02/08/2026 • 18:56

Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a utilização de inteligência artificial (IA) em sua campanha eleitoral, minimizando as críticas que recebeu na última semana após a exibição de um vídeo no lançamento de sua candidatura presidencial com uma versão sintética do seu pai, Jair Bolsonaro, referindo-se a ele como "herdeiro do bolsonarismo" e "sangue do meu sangue".

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O candidato à Presidência afirmou no Canal Livre que vai ao ar neste domingo (2) que a reação das instituições à peça publicitária transmitida na convenção do PL é desproporcional. Ele argumentou que o uso da tecnologia não configura deepfake, alegando que o vídeo não teve a intenção de ludibriar o eleitor, uma vez que a própria imagem gerada por IA iniciava a fala esclarecendo sua natureza artificial.

Se uma inteligência artificial já causa essa apreensão no sistema, imagina se o presidente Bolsonaro estivesse aqui pessoalmente falando, defendendo o Brasil junto com a gente. --Flávio Bolsonaro

Flávio utilizou a polêmica para reforçar o discurso de perseguição política sofrida por seu pai. Segundo ele, o uso da IA possui um "simbolismo gigantesco" por evidenciar que o Brasil não vive uma "democracia plena".

Ele chegou a comparar a situação atual ao AI-5, afirmando que, embora uma pessoa possa ter seus direitos políticos suspensos, ela jamais deveria ser proibida de expressar sua opinião política. Flávio sustenta que o ex-presidente está atualmente "censurado e calado" por decisões que considera injustas.

Contradições jurídicas

Apesar da defesa pública feita pelo filho, a estratégia jurídica adotada pela defesa de Jair Bolsonaro perante o Supremo Tribunal Federal (STF) seguiu um caminho de distanciamento. Em resposta a uma intimação do ministro Alexandre de Moraes, os advogados do ex-presidente protocolaram uma petição afirmando que ele não autorizou --e sequer poderia ter autorizado-- o uso de sua imagem no vídeo.

A defesa justificou a falta de anuência citando as regras rígidas de restrição de comunicação impostas a Bolsonaro, que incluem a proibição específica de contato com Flávio Bolsonaro por um período de 90 dias. Os advogados esclareceram que os filhos do ex-presidente costumam utilizar sua imagem pública em atos políticos com base no vínculo familiar, sem necessidade de autorização expressa para cada uso.

Jair Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária, após ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão por crimes relacionados a uma trama golpista. Caso Moraes entenda que o ex-presidente concordou com a divulgação do manifesto político-eleitoral por meio da IA, a conduta poderá ser considerada uma transgressão judicial, passível de reverter seu benefício para o regime fechado.

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