Canal Livre

Kassab avalia ações dos EUA como interferência no poder judiciário do Brasil

Kassab chamou de “arma” as sanções que os americanos vêm aplicando a Alexandre de Moraes

Da redação
DA REDAÇÃO

09/08/2025 • 10:53 • Atualizado em 09/08/2025 • 10:53

O Canal Livre repercutiu o início do tarifaço de Donald Trump com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Para o político, a taxação com a inclusão do nome do ex-presidente Jair Bolsonaro como motivação, é uma clara interferência dos Estados Unidos no judiciário do Brasil.

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“No momento em que os Estados Unidos se posicionam claramente por uma interferência, em documentos oficiais, o Brasil se une para rechaçar essa interferência. É uma interferência no campo comercial, uma guerra. E muito pior que isso, no campo da política, isso é tentativa de interferir no poder judiciário. É evidente que essa união do país para enfrentar essa decisão americana beneficia quem é o presidente da República, disso eu não tenho dúvida nenhuma”, disse.

Kassab chamou de “arma” as sanções que os americanos vêm aplicando a Alexandre de Moraes, como a lei Magnitsky, aplicada recentemente. Além de Moares, o governo dos Estados Unidos ameaça extender as sanções para outros ministros do STF.

“Essas medidas que os Estados Unidos estão adotando nesse primeiro momento contra o ministro Alexandre Moraes foram criadas para enfrentar o terrorismo, o tráfico de drogas… E agora estão sendo usadas no campo da política. Isso é um risco muito grande. Quer dizer, é uma arma que eles estão usando”, pontuou Kassab.

Por fim, Kassab também comentou sobre a ação do governo nas negociações com os americanos sobre o tarifaço. Para ele o governo deve criar estratégias de aproximação com interlocutores para que não haja uma piora da situação.

“A questão não é de ligar ou não ligar(Lula e Trump). O que eu vejo é que não existe boa vontade do Trump nem boa vontade do Lula. A questão de ligar ou não ligar, tem que estar dentro de uma estratégia. E nós somos realmente vítimas desse processo. Precisa realmente o governo criar estratégias de aproximação com interlocutores adequados, sejam autoridades ou figuras dentro do Brasil, brasileiras ou sejam de outros países, porque nós não podemos nos conformar, ficar sentado se as coisas irem cada vez piorando. Daqui a pouco tem uma outra medida que desagrada os Estados Unidos, e vem outras tarifas”, disse.