
Gilberto Kassab
Canal Livre
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o cenário eleitoral para a sucessão presidencial mostra um espaço maior para candidaturas moderadas. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, o dirigente partidário defendeu a viabilidade de uma alternativa aos polos representados por Lula e Bolsonaro nas eleições de 2026.
Segundo Kassab, o partido trabalha para aglutinar nomes de peso para aumentar as chances de chegar ao segundo turno. "As pesquisas indicam que as pessoas querem essa candidatura moderada", avalia o político, ao comparar o momento atual com as tentativas frustradas de viabilizar a chamada "terceira via" no pleito anterior.
Os nomes do PSD para 2026
A estratégia da legenda consiste em reunir lideranças testadas no Executivo. Atualmente, o PSD conta com três governadores que se posicionam como pré-candidatos: Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
Kassab ressalta que o diferencial desses nomes é a experiência administrativa. "São três pré-candidatos com muita vontade de servir o Brasil e já aprovados em diversas experiências na vida pública", pontuou o ex-ministro durante o debate com a bancada de jornalistas.
Aprendizado com eleições anteriores
Questionado pelo apresentador Rodolfo Schneider sobre o fracasso de movimentos semelhantes há quatro anos, Kassab relembrou os recuos de figuras como o senador Rodrigo Pacheco e do próprio Eduardo Leite na época. Para ele, o contexto institucional era outro.
O presidente do PSD explicou que, no último pleito, Pacheco entendeu que sua permanência na presidência do Senado era prioritária para a estabilidade do país. Agora, Kassab acredita que a maturação dos nomes e o desejo do eleitorado por equilíbrio favorecem a construção de uma frente de centro.
Perfil dos candidatos e foco no 2º turno
Para Kassab, o "denominador comum" entre Caiado, Ratinho Jr. e Leite é o preparo técnico e o espírito público. Ele acredita que a unidade partidária em torno de um projeto moderado é o caminho para romper a atual polarização política.
A estratégia da sigla é consolidar uma dessas lideranças como o nome capaz de unificar o centro. O objetivo central, segundo o dirigente, é oferecer uma opção que combine seriedade e capacidade de gestão, atraindo o eleitor que busca uma alternativa aos nomes tradicionais que dominam as pesquisas.
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