Canal Livre

Ministro destaca Arco Norte como rota consolidada e defende avanço da Ferrogrão

Renan Filho destacou que o setor portuário brasileiro é um dos três que mais crescem no mundo no século XXI

Da redação
DA REDAÇÃO

15/11/2025 • 23:56 • Atualizado em 15/11/2025 • 23:56

Ministro destaca Arco Norte como rota consolidada e defende avanço da Ferrogrão

Ministro destaca Arco Norte como rota consolidada e defende avanço da Ferrogrão

Reprodução/Band

Em participação no programa Canal Livre, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que 40% da produção do Brasil Central já é escoada pelos portos do Arco Norte, uma mudança logística significativa que ocorreu nos últimos 20 anos.

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A declaração foi uma resposta à jornalista Thays Freitas, que questionou sobre a política pública para melhorar o escoamento da "produção gigante" do Centro-Oeste, em grande parte destinada à exportação.

O ministro adotou uma perspectiva de "copo meio cheio", ressaltando que o Brasil já é um dos maiores exportadores do mundo. "Não se transforma num dos maiores exportadores do mundo sem infraestrutura", pontuou. Ele explicou que o crescimento do agronegócio no interior do país criou uma demanda por novas rotas. "Hoje, diferentemente do passado, o Brasil Central tem carga, muita, pesada, e precisa ser escoada", disse.

Essa nova realidade, segundo o ministro, consolidou o chamado Arco Norte — os portos do norte do país — como uma via de exportação fundamental. "A gente já exporta 40% do que a gente produz no Brasil Central pelo Arco Norte", revelou. Ele citou como exemplo o Porto de Itaqui, no Maranhão, que "não existia há 40, 50 anos atrás" e hoje é um dos maiores do mundo em volume de carga exportada e um dos que mais cresceu.

O ministro destacou que o setor portuário brasileiro é um dos três que mais crescem no mundo no século XXI, um avanço impulsionado majoritariamente pela iniciativa privada. "Portos crescem eminentemente com o investimento privado", afirmou.

Situação da Ferrogrão

Especificamente sobre a Ferrovia Ferrogrão, um projeto chave para a região, o ministro informou que a obra está no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para prosseguir. Ele se mostrou otimista, mencionando que já há dois votos favoráveis à continuidade do projeto. "A gente espera que isso avance, porque todos os projetos de infraestrutura (...) eles precisam avançar", concluiu.

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