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Moradores das favelas apoiam megaoperação e mostram que estamos no caminho certo, diz Curi

Em entrevista ao Canal Livre, secretário de Polícia Civil do RJ diz que moradores "não aguentam mais" e lista opressões sofridas por "terroristas" nas comunidades

Da redação
DA REDAÇÃO

01/11/2025 • 22:46 • Atualizado em 01/11/2025 • 22:46

Secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi

Secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi

Reprodução/Canal Livre

O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, declarou no Canal Livre que a alta aprovação popular à megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão é o "melhor reconhecimento" de que as forças de segurança "estão no caminho certo". O secretário baseou sua análise em pesquisas recentes que mostram um apoio de quase 90% dos próprios moradores das favelas a esse tipo de ação.

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Durante o programa, o apresentador Rodolfo Schneider exibiu dados de dois levantamentos. Uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas indicou que 69,6% da população do Rio de Janeiro é favorável às operações.

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Outro recorte, do instituto AtlasIntel, detalhou a percepção dentro das áreas afetadas: 87,6% dos moradores de favela aprovam a megaoperação, contra 12,1% que desaprovam. No restante da população, a aprovação é de 55%, com 40,5% de desaprovação.

Para Curi, os números vindos de dentro das comunidades são um reflexo do desespero dos moradores. "Isso traduz o grito da população da favela, que não aguenta mais ser oprimida", afirmou. "E a polícia, quando faz esse tipo de operação, na verdade, ela é a voz desses oprimidos."

A rotina de opressão nas comunidades

Questionado sobre a percepção no "front" da operação, Felipe Curi detalhou as razões que, segundo ele, levam a população local a apoiar as ações policiais, apesar dos transtornos.

"Sabe por quê? Eles não aguentam mais", ressaltou. O secretário afirmou que os moradores são "oprimidos por esses terroristas" e listou uma série de abusos cotidianos.

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Curi também destacou a restrição à liberdade imposta pelos criminosos, que proíbem a circulação de pessoas entre territórios. "Até a entrada de um parente que more numa outra comunidade, às vezes, até de uma facção rival, ele não pode ir lá visitar o seu parente", explicou.

Outro ponto grave citado pelo secretário é a extorsão financeira. Segundo ele, os moradores são "extorquidos diariamente", sendo forçados a pagar "muito mais caro pelo gás, pela energia elétrica, pela internet". Em troca, recebem "serviços de péssima qualidade".

Problema é nacional, diz secretário

Apesar de defender as ações como um "alento" para os moradores, Felipe Curi, citando uma fala anterior do General Santos Cruz no programa, defendeu que a solução para a segurança pública no Rio de Janeiro ultrapassa as fronteiras do estado.

"É preciso que haja uma mobilização nacional", declarou Curi. "Porque esse problema não é um problema mais local, não é um problema mais regional, é um problema nacional."

O secretário de Polícia Civil concluiu afirmando que o cenário só será resolvido com uma "integração entre todos os entes federativos". Ele cobrou que municípios, estados e a União atuem "todos harmônicos, um ajudando o outro".

Esse apoio, segundo Curi, deve ser amplo: "Prestando todo o apoio que for possível, logístico, operacional, financeiro, enfim. E até também legislativo, que é muito importante para que a gente possa dar uma resposta mais efetiva".

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pelo Band.com.br