O avanço das novas medicações para perda de peso trouxe esperança para milhões de brasileiros, mas a médica nutróloga Marcella Garcez faz um alerta fundamental: o foco deve estar na gestão contínua da saúde, e não na busca por uma "cura milagrosa". Durante o programa Canal Livre, a especialista definiu a obesidade sob uma ótica rigorosa da medicina.
Para a Dra. Marcella, o primeiro passo para um tratamento eficaz é entender a natureza da condição. "A obesidade é uma doença crônica e uma doença crônica absolutamente complexa, absolutamente prevalente que não tem cura", afirmou categoricamente.
A especialista explicou que, por ser uma condição de longo prazo, o termo "cura" é inadequado. No entanto, ela tranquiliza os pacientes ao destacar que a ciência oferece caminhos sólidos: "A boa notícia é que tem tratamento e controle".
O Papel das Canetas no Tratamento
Ao ser questionada sobre o impacto das chamadas "canetas emagrecedoras" (como a Semaglutida), Marcella Garcez foi enfática ao dizer que, embora sejam aliadas poderosas, elas possuem limitações conceituais. "As canetas não curam", pontuou a médica, reforçando que o medicamento atua como um facilitador do controle da doença, e não como uma solução final que dispensa cuidados posteriores ou mudanças no estilo de vida.
A nutróloga também destacou a importância de individualizar cada caso. Segundo ela, a escolha entre o uso de medicamentos ou a intervenção cirúrgica depende diretamente da gravidade e das complicações de cada indivíduo, tratando pacientes com quadros menos severos de forma distinta daqueles que já possuem indicação para cirurgia bariátrica.
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