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Ministro fala sobre Margem Equatorial: "País não pode abrir mão da riqueza"

Renan Filho também apontou uma aparente hipocrisia no debate internacional, citando que países vizinhos já exploram a mesma região

Da redação
DA REDAÇÃO

16/11/2025 • 00:10 • Atualizado em 16/11/2025 • 00:10

Ministro fala sobre Margem Equatorial: "País não pode abrir mão da riqueza"

Ministro fala sobre Margem Equatorial: "País não pode abrir mão da riqueza"

Reprodução/Band

Em entrevista ao programa Canal Livre, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial, argumentando que os recursos provenientes dessa atividade podem ser fundamentais para financiar a transição energética do Brasil.

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Questionado pelo jornalista Fernando Mitre sobre a ideia de usar o dinheiro do petróleo para este fim, o ministro foi enfático. "Primeiro, eu acho que tem que explorar o petróleo na margem equatorial", afirmou. Ele defendeu a necessidade de se realizar estudos para mensurar o potencial da reserva antes de tomar qualquer decisão definitiva.

"Se tiver pouco petróleo, deixa lá. Agora, se tiver muito petróleo, pode um país como o Brasil abrir mão de uma riqueza dessa natureza? Um país de renda média que precisa emancipar o seu próprio povo?", questionou Renan Filho.

O ministro também apontou uma aparente hipocrisia no debate internacional, citando que países vizinhos já exploram a mesma região. "Do lado tem a Guiana Francesa (...) a Guiana Inglesa. Eles exploram? (...) Só a gente que não vai explorar? No mesmo reservatório?", indagou.

Ele criticou o que chamou de "fundamentalistas de direita ou de esquerda", que, segundo ele, precisam ser "isolados" do debate para que o país possa tomar decisões pragmáticas. Renan Filho elogiou a postura do presidente Lula, que, segundo ele, "faz política falando a verdade" e autorizou os estudos na região antes mesmo da COP, demonstrando que não se tratava de uma medida demagógica.

Para o ministro, o Brasil já é um líder na transição energética. "A gente já é quem mais faz no mundo", concluiu, reforçando que a exploração do petróleo pode ser o caminho para acelerar ainda mais essa transição.

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