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Redes sociais podem decidir a eleição em 2026? Canal Livre analisa

No Canal Livre, especialistas debatem como a alta rejeição e o domínio das redes sociais transformarão a próxima corrida presidencial em um "campo minado"

Da redação
DA REDAÇÃO

25/01/2026 • 22:11 • Atualizado em 25/01/2026 • 22:11

Resumo

Análise do programa Canal Livre destacou o equilíbrio entre esquerda e direita como fator decisivo para a eleição de 2026, com foco nas narrativas digitais, detalhes e ausência de erros dos candidatos.

Debate entre jornalistas e especialistas, como Adriana Araújo e Murilo Hidalgo, ressaltou o impacto do alto índice de rejeição para ambos os lados, a tensão elevada da campanha e o peso de deslizes explorados nas redes sociais, lembrando exemplos da eleição de 2022.

Discussão sobre a influência das redes sociais, apresentada por Fernando Schüler e Adriana Araújo, apontou o domínio de ativistas na internet em contraste com a maioria silenciosa do eleitorado, reforçando o desafio dos candidatos em sair da bolha digital e a importância das circunstâncias destacada por Fernando Mitre.

O Canal Livre analisou como o equilíbrio de forças entre a esquerda e a direita deve transformar a próxima eleição em uma disputa decidida nos detalhes, nas narrativas digitais e, principalmente, na ausência de erros.

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Com a possibilidade de um enfrentamento entre o presidente Lula e um herdeiro do bolsonarismo, o senador Flávio Bolsonaro, os analistas apontam que a margem para deslizes será praticamente inexistente.

O "Campo Minado" da Rejeição

Um dos pontos centrais do debate foi levantado pela jornalista Adriana Araújo, que questionou o impacto de um cenário hipotético de empate técnico na rejeição — com índices orbitando a casa dos 50% para ambos os lados. Para Araújo, essa saturação do eleitorado eleva a tensão da campanha a níveis críticos.

"Com essa rejeição no empate... aumenta muito a tensão da campanha, porque um deslize, uma gafe bem explorada na mídia social, pode representar uma diferença", pontuou a jornalista.

A análise sugere que, em 2026, não vencerá apenas quem tiver as melhores propostas, mas quem cometer menos erros passíveis de viralização. Murilo Hidalgo, diretor do Instituto Paraná Pesquisas, corroborou a visão de que a eleição será decidida na reta final, destacando o perigo das narrativas negativas.

Ele relembrou a eleição de 2022 como um exemplo prático de como fatores externos alteram o humor do eleitorado em questão de dias. Hidalgo citou que, enquanto episódios como a ida de Eduardo Bolsonaro à Copa do Mundo ou a alta dos combustíveis favoreceram o crescimento de Lula, a campanha de Jair Bolsonaro sofreu reveses fatais com incidentes de aliados na véspera do pleito.

"Ali era um momento que o Bolsonaro estava encostando... aí veio o episódio do Roberto Jefferson e, depois, três, quatro dias, veio o episódio daquela deputada [Carla Zambelli] com a arma. Tudo que ele cresceu, ele caiu. O que mostra que cresce em cima de narrativas", analisou Hidalgo.

A "Bolha" Digital vs. Realidade

O cientista político Fernando Schüler trouxe uma perspectiva fundamental sobre a distorção causada pelas redes sociais. Segundo ele, embora os ativistas radicais de ambos os lados representem uma minoria na sociedade civil, eles dominam a maior parte do ruído online.

"Ele [o ativista] tem 17, 18% na sociedade, somando os dois, mas tem 80 e tantos por cento na rede social... É o cara que está ofendendo, é o cara que está no comício. Ele pesa muito na política", explicou Schüler.

Essa disparidade cria um desafio extra para 2026: os candidatos precisarão furar a bolha de uma militância barulhenta para alcançar a "maioria silenciosa" que decide eleições, ao mesmo tempo em que lidam com a agilidade da direita em produzir conteúdos virais ("cortes"), como destacado por Adriana Araújo.

O jornalista Fernando Mitre sintetizou o cenário, alertando que em eleições polarizadas e equilibradas, são as "circunstâncias" que definem o vencedor.

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