
Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia
Band
O programa Canal Livre, que vai ao ar neste domingo (5), discute o fenômeno global conhecido como "crise dos incumbentes" e como esse cenário impacta diretamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a tentativa de reeleição para um quarto mandato. O debate explorou as razões pelas quais chefes de Estado ao redor do mundo enfrentam dificuldades para ampliar suas bases de apoio logo no início de seus mandatos.
Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, explica a raiz desse problema que afeta lideranças políticas internacionalmente. "Os incumbentes estão tendo problemas em várias eleições pelo mundo por conta desse teto de popularidade.", pontua o especialista.
Desafio de governar sob polarização
Para a apresentadora do Jornal da Band, Adriana Araújo, a dinâmica das eleições atuais é um fator determinante para a fragilidade dos governos recém-eleitos. "Você já começa o governo impopular. Mesmo eleito nas urnas, como é polarizado e dividido, o vencedor também é quase um perdedor. Fica muito ali. O governo já nasce impopular.", analisa a jornalista.
O debate aponta que a dificuldade de gestão é agravada pela configuração dos parlamentos, resultando em um ambiente político travado. "A gente (Instituto Ideia) acompanha a popularidade de vários chefes de Estado. Sâo raríssimos os chefes de Estados que são mais aprovados do que reprovados, a maioria esmagadora tem mais reprovação. E um dos motivos é que ganha-se as eleições de forma muito acirrada, como foi agora na Colômbia e no Peru, e já começam com metade do país rejeitando fortemente. Você começa com um teto de popularidade baixo e a opinião pública se reflete na política, política travada nos Congressos e Parlamentos. Então é muito difícil hoje pra um chefe de Estado aumentar a popularidade.", conclui Moura.
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