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Saiba o que é a "crise dos incumbentes" que afeta Lula e outros presidentes

Especialistas analisam no Canal Livre deste domingo por que governantes enfrentam dificuldades crescentes para manter popularidade em democracias polarizadas

Da redação
DA REDAÇÃO

05/07/2026 • 11:33 • Atualizado em 05/07/2026 • 13:51

Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia

Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia

Band

O programa Canal Livre, que vai ao ar neste domingo (5), discute o fenômeno global conhecido como "crise dos incumbentes" e como esse cenário impacta diretamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a tentativa de reeleição para um quarto mandato. O debate explorou as razões pelas quais chefes de Estado ao redor do mundo enfrentam dificuldades para ampliar suas bases de apoio logo no início de seus mandatos.

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Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, explica a raiz desse problema que afeta lideranças políticas internacionalmente. "Os incumbentes estão tendo problemas em várias eleições pelo mundo por conta desse teto de popularidade.", pontua o especialista.

Desafio de governar sob polarização

Para a apresentadora do Jornal da Band, Adriana Araújo, a dinâmica das eleições atuais é um fator determinante para a fragilidade dos governos recém-eleitos. "Você já começa o governo impopular. Mesmo eleito nas urnas, como é polarizado e dividido, o vencedor também é quase um perdedor. Fica muito ali. O governo já nasce impopular.", analisa a jornalista.

O debate aponta que a dificuldade de gestão é agravada pela configuração dos parlamentos, resultando em um ambiente político travado. "A gente (Instituto Ideia) acompanha a popularidade de vários chefes de Estado. Sâo raríssimos os chefes de Estados que são mais aprovados do que reprovados, a maioria esmagadora tem mais reprovação. E um dos motivos é que ganha-se as eleições de forma muito acirrada, como foi agora na Colômbia e no Peru, e já começam com metade do país rejeitando fortemente. Você começa com um teto de popularidade baixo e a opinião pública se reflete na política, política travada nos Congressos e Parlamentos. Então é muito difícil hoje pra um chefe de Estado aumentar a popularidade.", conclui Moura.