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Cardeal brasileiro já foi eleito papa no conclave de 1978, mas negou o cargo; entenda

Cardeal tinha medo de não dar conta dos compromissos religioso do posto por conta da saúde

Por Redação
REDAÇÃO

08/05/2025 • 11:55 • Atualizado em 08/05/2025 • 11:55

Cardeal Aloísio Lorscheide

Cardeal Aloísio Lorscheide

Arquivo CNBB

De acordo com algumas previsões sobre o conclave para eleger o substituto do papa Francisco, o brasileiro Sérgio da Rocha tem grandes chances de assumir a liderança da Igreja Católica. No entanto, outro brasileiro foi eleito, em 1978, mas rejeitou o posto por problemas de saúde.

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Segundo o escritor e educador Frei Betto, que acompanha de perto os bastidores do Vaticano, o brasileiro em questão era Aloísio Lorscheider, que na época era arcebispo de Fortaleza (CE). Ele foi o primeiro religioso a receber 2/3 dos votos do conclave, mas preferiu não assumir o posto.

Lorscheider tinha 54 anos na época, mas sofria com vários problemas cardíacos. O teólogo contou à CBN que o arcebispo já havia passado por uma cirurgia com colocação de oito pontes de safena e temia não conseguir cumprir todos os compromissos do cargo.

Outro motivo que levou a desistência do brasileiro é que antecessor, papa João Paulo I, ficou apenas 33 dias no cargo e Lorscheider tinha receio de que o mesmo pudesse acontecer.

Entretanto, apesar de seus problemas cardíacos, o arcebispo morreu em 23 de dezembro de 2007, aos 83 anos.

Após a desistência do brasileiro, a Igreja Católica elegeu Karol Józef Wojtyła, o conhecido João Paulo II. Ele se tornou o segundo líder com mais tempo no poder, com 26 anos, 5 meses e 18 dias. O pontífice ficou atrás apenas do papa Pio IX, que ficou 31 anos, 7 meses e 23 dias no posto.

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