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Cardeal condenado renuncia ao Conclave: 'Decidi obedecer à vontade do Papa Francisco'

Giovanni Becciu tentava participar da eleição de um novo pontífice mesmo tendo perdido o direito ao voto

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2025 • 10:52 • Atualizado em 29/04/2025 • 10:52

Cardeal Giovanni Becciu

Cardeal Giovanni Becciu

REUTERS/Remo Casilli

O cardeal Giovanni Becciu decidiu renunciar à tentativa de participar da votação no Conclave nesta terça-feira (29). O religioso, que havia sido impedido de votar após ser condenado em um escândalo de corrupção no Vaticano, afirmou que irá obedecer à vontade do Papa Francisco. "Tendo em mente o bem da Igreja, que servi e continuarei a servir com fidelidade e amor, bem como contribuir à comunhão e à serenidade do Conclave, decidi obedecer, como sempre fiz, à vontade do Papa Francisco de não entrar em Conclave, permanecendo convencido de minha inocência”, disse, em nota. Becciu foi impedido de votar pelo próprio Papa Francisco, após ser condenado. Atualmente, Giovanni Becciu é Cardeal-Diácono de São Lino e tentava retornar ao Vaticano com o Conclave que irá decidir quem será o novo Papa. O cardeal alegava que os direitos dele seguiam válidos, já que em 2022, mesmo com os direitos perdidos, votou em um Consistório.

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Quem é Giovanni Becciu?

Giovanni Angelo Becciu é arcebispo desde 2001. No Vaticano, ele ocupou diversas funções, como núncio apostólico para Angola e Cuba, Substituto para Assuntos Gerais da Secretaria de Estado e chefe do gabinete do papa Francisco. Em 2018 o Papa Francisco o nomeou como cardial no consistório e prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Em 2020, Becciu renunciou aos direitos de cardeal em 2020, após ser alvo de uma investigação que apurou a compra irregular de um imóvel de luxo em Londres, ao preço de US$ 200 milhões e parte do dinheiro deveria ter sido utilizado para obras de caridade. O Vaticano, à época, anunciou que o papa Francisco aceitou a renúncia do cardeal. Em 2023, o cardeal chegou a ser condenado a cinco anos e meio de prisão por peculato, abuso de poder, corrupção e branqueamento de capitais.

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