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‘Careca do INSS’ é preso em operação da PF contra fraudes em aposentadorias

Segundo a Polícia Federal, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e outros 13 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF

da redação com thayane melo
DA REDAÇÃO COM THAYANE MELO

12/09/2025 • 06:57 • Atualizado em 12/09/2025 • 06:57

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (12), Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS", durante nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

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Segundo a Polícia Federal, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e outros 13 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, em São Paulo e no Distrito Federal.

Além do Careca do INSS, o empresário Maurício Camisotti também foi preso e o advogado Nelson Wilians é alvo de buscas em São Paulo. A reportagem do Grupo Bandeirantes apurou que carros e dinheiro foram apreendidos em Brasília.

A ação apura os crimes de impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio, além da possível obstrução da investigação por parte de alguns investigados.

Durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (INSS) desta quinta-feira (11), os parlamentares aprovaram a quebra de sigilo do empresário. Na semana passada, o colegiado também aprovou o pedido de prisão preventiva de Antunes.

Inquérito

Apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o “epicentro da corrupção ativa” que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam no âmbito da Operação Sem Desconto, Antunes ficou nacionalmente conhecido como o “Careca do INSS” - apelido com o qual é identificado no inquérito que tramita na Justiça Federal.

No inquérito policial, Antunes é apontado como sócio de várias empresas investigadas por suposto envolvimento na chamada “Farra do INSS”, e suspeito de, direta ou indiretamente, transferir grandes quantias em dinheiro a agentes públicos também investigados, “possivelmente a título de vantagem indevida”.

Devido às suspeitas, em maio, a AGU pediu à Justiça Federal que autorizasse o bloqueio dos bens de Antunes e de suas empresas. Dias antes, a própria AGU já tinha determinado o bloqueio de bens e contas de 12 associações investigadas por suposto envolvimento no esquema fraudulento.

Os bloqueios e a apreensão de bens fazem parte da operação do governo federal para ressarcir os aposentados e pensionistas lesados.

O que diz a defesa de Nelson Wilians

Em relação ao mandado de busca e apreensão cumprido nesta data, Nelson Wilians esclarece que tem colaborado integralmente com as autoridades e confia que a apuração demonstrará sua total inocência.

Nelson Wilians já afirmou, anteriormente, que sua relação com um dos investigados — seu cliente na área jurídica — é estritamente profissional e legal, o que será comprovado de forma cabal. Os valores por ele transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação.

Ressaltamos que a medida cumprida é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade. O advogado permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência.