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Cármen Lúcia diz que 8 de janeiro não foi acontecimento banal

A ministra é a quarta a votar no processo que julga os réus do núcleo 1 da trama golpista

Da redação
DA REDAÇÃO

11/09/2025 • 14:51 • Atualizado em 11/09/2025 • 14:51

Cármen Lúcia durante sessão do STF que julga Bolsonaro por trama golpista

Cármen Lúcia durante sessão do STF que julga Bolsonaro por trama golpista

Adriano Machado/Reuters

A ministra Cármen Lúcia, do STF, iniciou seu voto no julgamento dos réus do núcleo 1 da trama golpista que os ataques de 8 de janeiro não foram um acontecimento banal.

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“O 8 de janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram a passear”, disse.

A ministra é a quarta a votar no processo. O placar pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro está 2 a 1. Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram a favor, já Luiz Fux votou contra.

Cármen Lúcia também afirmou os que crimes apontados pela PGR não foram inteiramente negados por defesas

"Os fatos que são descritos desde a denúncia e a referência acusatória à imputação não foram negados na sua essência."

Veja outras frases da ministra

“Apesar de vacinas constitucionais, não há imunidade absoluta contra o autoritarismo”.

"A democracia brasileira não se abalou. Os prédios foram reconstruídos. A hora é de julgamento. O Estado Democrático brasileiro que se aperfeiçoa porque o Brasil é um país e somente com a democracia um país vale a pena."

“Nessa ação penal pulsa o Brasil que me dói.”

“A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com o seu passado, com o seu presente e com o seu futuro.”

“Eu escrevi 396 páginas, mas eu não vou ler. Eu vou ler um resumo, não se preocupem".

“Desmoralizar esta urna não é um processo fácil, porque é uma crença, uma confiança que o povo tem nisso que ele vê acontecer.”

Réus

São réus do núcleo crucial da trama golpista:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem - ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres - ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno - ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira - ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto - ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Acusação

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, é o responsável pela acusação. Ele terá a palavra pelo prazo de até uma hora para defender a condenação dos réus.

Crimes

Todos os réus respondem no Supremo pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
  • Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição.

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Ramagem continua respondendo pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

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