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Cartórios de Notas de SP terão primeira mulher na presidência em 75 anos

Ana Paula Frontini assume o CNB/SP em meio ao avanço de serviços digitais e novos desafios como herança de ativos online

Da redação
DA REDAÇÃO

20/03/2026 • 16:49 • Atualizado em 20/03/2026 • 16:49

Ana Paula Frontini assume o CNB/SP

Ana Paula Frontini assume o CNB/SP

Divulgação

Resumo

Eleição de Ana Paula Frontini marca a primeira vez que uma mulher presidirá o Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, refletindo o avanço feminino em cargos de liderança e a adaptação do setor à digitalização dos serviços notariais.

CNB/SP reúne cerca de 800 cartórios de notas e concentra 23,9% dos atos notariais do país, com São Paulo respondendo por 32% das operações eletrônicas realizadas nacionalmente em 2025, destacando sua importância no cenário nacional.

Novo contexto de demandas inclui formalização de contratos e procurações online e crescimento de temas como herança digital, exigindo adaptação das estruturas tradicionais para garantir segurança jurídica e eficiência nas soluções extrajudiciais.

Pela primeira vez em 75 anos, o Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo terá uma mulher na presidência. A tabeliã Ana Paula Frontini foi eleita para comandar a entidade no biênio 2026/2028, em um momento de transformação da atividade notarial impulsionada pela digitalização de serviços e pela expansão do patrimônio digital.

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Responsável por reunir cerca de 800 cartórios de notas no estado, o CNB/SP representa uma fatia significativa da atividade no país. Em 2025, São Paulo concentrou 2,3 milhões de atos notariais — o equivalente a 23,9% do total nacional. No ambiente digital, a participação é ainda maior, chegando a 32% dos atos eletrônicos realizados no Brasil.

A nova gestão assume em um cenário de mudanças no perfil das demandas. A formalização de contratos e procurações online, por exemplo, já faz parte da rotina dos cartórios. Ao mesmo tempo, temas ainda pouco regulamentados, como a chamada herança digital — que envolve contas, arquivos e outros bens mantidos em plataformas eletrônicas — começam a ganhar espaço.

Tabeliã desde 2005, Frontini liderará uma diretoria com predominância feminina, formada por 15 notárias de diferentes regiões do estado. Segundo ela, o avanço tecnológico exige adaptação das estruturas tradicionais do setor. “Parte relevante da vida das pessoas está no ambiente digital — e isso inclui patrimônio e relações jurídicas. O notariado precisa acompanhar essa transformação, garantindo segurança também nesse novo contexto”, afirmou.

A eleição ocorre em meio ao aumento da presença de mulheres em posições de liderança e ao crescimento da busca por soluções extrajudiciais, consideradas mais rápidas e menos burocráticas do que a via judicial em diversos casos.

Fundado em 1951, o CNB/SP é a entidade mais antiga de representação da atividade notarial no país e atua na integração entre notários, poder público e sociedade, além de promover o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelos cartórios.