
REUTERS/Jonathan Ernst
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, na sexta-feira (30), milhares de documentos relacionados à investigação sobre Jeffrey Epstein. Entre os arquivos tornados públicos está uma denúncia anônima que menciona o presidente dos EUA, Donald Trump, acusado de abuso sexual.
Segundo o material, a denúncia foi encaminhada de forma anônima ao FBI e relata que uma mulher teria sido forçada a praticar sexo oral em Trump. O relato integra um compilado de comunicações anônimas recebidas pelas autoridades durante a investigação do caso Epstein.
De acordo com o documento, a denunciante afirma que a suposta vítima — descrita como sua amiga — tinha “13 ou 14 anos” à época dos fatos e teria reagido mordendo o pênis de Trump. Ainda segundo o relato, a jovem teria rido da situação e, em seguida, sido agredida pelo então empresário.
O episódio teria ocorrido em Nova Jersey, mas o documento não informa a data exata. A denunciante afirma apenas que o caso teria acontecido “há 35 anos”, sem especificar quando a denúncia foi formalizada.
As informações não são corroboradas por outros elementos da investigação. O relatório aponta que a denúncia foi encaminhada a outras instâncias responsáveis, mas não detalha eventuais desdobramentos. O mesmo documento classifica outros episódios narrados como “não críveis”.
Donald Trump não foi formalmente acusado no caso Epstein. Em entrevista coletiva concedida na sexta-feira (30), o vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, afirmou que a Casa Branca não teve participação na revisão dos documentos e que não há, nos arquivos divulgados, material que justifique novas acusações.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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