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Caso Master: diretores do Rioprevidência são alvos de operação da PF

Agentes federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do RJ

da redação com thayane melo
DA REDAÇÃO COM THAYANE MELO

23/01/2026 • 07:23 • Atualizado em 23/01/2026 • 07:23

Resumo

Operação Barco de Papel deflagrada pela Polícia Federal apura suspeitas de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio do Rioprevidência, responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores do Rio de Janeiro, a riscos elevados.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro por determinação da 6ª Vara Federal Criminal, tendo como foco nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que envolveram cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

Apuração investiga crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva, com apoio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, que elaborou o relatório de auditoria fiscal que impulsionou as investigações.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (23), a operação Barco de Papel, um desdobramento das investigações envolvendo o Banco Master.

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A operação, segundo a PF, visa apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio do Rioprevidência, autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro a risco elevado e incompatível com sua finalidade.

Os agentes federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Foram alvos:

  • Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da instituição;
  • Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos;
  • Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino;

A investigação, iniciada em novembro de 2025, visa apurar um conjunto de nove operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões em recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

O trabalho contou com o apoio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social (SPREV/MPS), que elaborou o Relatório de Auditoria Fiscal que deu impulso à apuração.

O que diz o Caso Master

O inquérito, que segue sob sigilo, busca esclarecer irregularidades e possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal segue com a investigação avançada, agora concentrando esforços nos alvos que permanecem como protagonistas do suposto esquema, sem a interferência direta de figuras com foro especial, conforme as conclusões mais recentes.