
Patrícia Amieiro foi morta em 2008
Reprodução
Perto de completar 17 anos, o caso Patrícia Amieiro deve ter uma definição em 2025. Quatro réus devem passar por júri popular, que ainda não tem data para acontecer desde que foi adiado pela Justiça no último dia 10. A razão para o adiamento foi uma divergência sobre a participação de uma testemunha-chave no julgamento dos policiais acusados de matar a engenheira e desaparecer com o corpo dela em 2008. A Justiça não autorizou o depoimento do taxista que diz ter visto a jovem, então com 24 anos, ser retirada com vida do carro. O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu e agora cabe decisão à 8ª Câmara Criminal. São réus os policiais militares Marcos Paulo Nogueira Maranhão e William Luís Nascimento, por tentativa de homicídio e os agentes Fábio Silveira Santana e Marcos Oliveira por fraude processual. Marcos Paulo e William Luís já foram condenados a três anos de prisão por fraude processual e os outros dois absolvidos. Mas, em 2020, uma nova testemunha no caso se apresentou e foi ouvida, o que causou a anulação do julgamento e marcação de um novo júri.
Relembre o caso
Patrícia Amieiro, à época com 24 anos, desapareceu no dia 14 de junho de 2008, quando voltava de uma festa na Zona Sul do Rio de Janeiro. O carro dela foi encontrado no Canal de Marapendi, na região da Barra da Tijuca. O caso chegou a ser tratado como acidente, mas o corpo de Patrícia não foi encontrado e marcas de tiros foram encontradas na lataria do veículo, abrindo a hipótese de homicídio. Nas investigações, o Ministério Público afirmou que os policiais Marcos Paulo Nogueira Maranhão e William Luís Nascimento teriam efetuado disparos de arma de fogo e fazendo Patrícia colidir com dois postes e um muro. O MP pontuou que o crime de homicídio não se consumou por má pontaria. Mas, em uma nova denúncia, o MP identificou que após a colisão do carro, o corpo de Patrícia foi retirado do local. Ele teria sido jogado no Canal de Marapendi para encobrir o crime. O MP aponta que os policiais tentaram criar falsos fatos. O corpo de Patrícia Amieiro nunca foi encontrado.
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