O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido Progresisstas (PP), um dos alvos dos mandados de busca e apreensão da nova fase da Operação Compliance Zero. Delegados da PF afirmam que Ciro teria “usado o mandato para instrumentalizar interesses privados do dono do Master” e que no celular do banqueiro há “minutas e documentos” de projetos discutidos com o senador, todos para ajudar Vorcaro.
Segundo a PF, o senador “tinha um papel central no esquema de Daniel Vorcaro”. A investigação também aponta que havia uma proposta de Ciro Nogueira para aumentar a cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
Ainda segundo a PF, o parlamentar recebia cerca de R$ 300 mil de Vorcaro, pagamento que chegou a R$ 500 mil nos últimos 8 meses, antes da prisão do banqueiro.
"No plano patrimonial, aponta-se a percepção de vantagens reiteradas, materializadas por pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie", diz o documento.
O que diz a defesa de Ciro Nogueira
Em nota, a defesa do senador repudiou qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente na atuação parlamentar, e reiterou o compromentimento de Ciro Nogueira em contribuir com a Justiça, “a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.
“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, diz trecho da nota.
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