A Polícia Civil de São Paulo intensificou o uso de investigadores infiltrados e fantasiados para combater o crime no Carnaval de rua. A estratégia, que voltou a viralizar após prisões efetuadas por agentes trajados como personagens da Turma do Chaves e da animação Scooby-Doo, resultou em detenções por furto, tráfico de drogas e venda de bebidas adulteradas desde o período de pré-Carnaval.
No último domingo (15), uma equipe caracterizada como os personagens da série Chaves prendeu cinco suspeitos no distrito da República, região central da capital. Os detidos devem responder por receptação de celulares furtados e tráfico de entorpecentes.
Escolha das fantasias e logística das equipes
De acordo com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as vestimentas não são aleatórias. A escolha das peças ocorre conforme o perfil de cada bloco e prioriza opções que sejam confortáveis para o trabalho operacional. Além dos personagens clássicos, os policiais já utilizaram disfarces de extraterrestres, "Caça-Fantasmas" e trajes da série "Round 6".
Em São Paulo, as equipes de infiltração são compostas, em média, por seis a oito policiais. O objetivo principal do uso das fantasias é permitir que os agentes se misturem aos foliões sem serem notados, facilitando a aproximação de criminosos em meio à multidão.
Identificação de alvos e monitoramento
Os blocos que recebem esse tipo de policiamento são selecionados com base no histórico de roubos e furtos, além do potencial de atrair grandes públicos. Os agentes são orientados a observar comportamentos específicos que indiquem atividade criminosa, tais como:
Pessoas que circulam pelo evento sem participar da festa;
Indivíduos que se aproximam rapidamente de possíveis alvos;
Pessoas focadas exclusivamente em bolsos, bolsas e pochetes dos foliões.
Além da observação direta, os policiais disfarçados são acionados quando suspeitos são identificados pelo sistema de monitoramento com reconhecimento facial instalado nas áreas dos eventos.
Ações em outras capitais
A tática de utilizar policiais disfarçados de foliões é replicada em outras grandes cidades do país. No Rio de Janeiro, o modelo também envolve o uso de fantasias. Já em Salvador, a estratégia se adapta ao costume local: os agentes utilizam roupas comuns de Carnaval, como bermudas e abadás, para realizar o monitoramento nos circuitos da capital baiana.
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