
Manuel Adorni
Reprodução/X
O chefe de Gabinete da presidência da Argentina, Manuel Adorni, deixou o cargo neste sábado (27) após meses de investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito.
Em carta publicada nas redes sociais e dirigida ao presidente argentino, Javier Milei, Adorni afirmou que vem sofrendo com "ataques midiáticos intermináveis" e negou irregularidades. A renúncia já havia sido anunciada na semana passada.
"Trataram-me como criminoso e corrupto sem que pesasse sobre as minhas costas um único ato de corrupção. Chegaram a dizer que a minha permanência no cargo se devia ao fato de eu estar extorquindo o senhor e a Secretária-Geral da Presidência. Também atacaram a minha vida pessoal: mexeram com os meus filhos, com a minha esposa, com a minha família, com os meus amigos e com cada um dos meus afetos", disse.
A Justiça federal analisou viagens ao exterior, aquisições imobiliárias e reformas em imóveis em nome de Adorni para verificar se havia compatibilidade com a renda declarada. O ex-ministro ficou mais exposto após reconhecer que omitiu cerca de US$ 500 mil em suas declarações juradas. Segundo ele, o valor teria origem em investimento em bitcoin: Adorni afirmou ter aplicado US$ 200 mil e obtido outros US$ 300 mil de ganhos entre 2014 e 2018.
O governo ainda não anunciou substituto. A imprensa argentina cita o ministro do Interior, Diego Santilli, como um possível nome para o cargo.
*Com Estadão Conteúdo.
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