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China sobre Brasil: EUA não deveriam usar tarifas para coagir outros países

Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, relembrou 'normas básicas das relações internacionais' ao responder jornalistas em coletiva de imprensa

ESTADÃO CONTEÚDO

11/07/2025 • 12:03 • Atualizado em 11/07/2025 • 12:12

Xi Jinping, presidente da China

Xi Jinping, presidente da China

Alexander Kryazhev/Host agency RIA Novosti/Handout

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que tarifas não devem ser usadas como instrumento de coerção, intimidação ou interferência nos assuntos internos de outros países, ao ser questionada sobre a imposição de tarifas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Brasil.

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"A igualdade soberana e a não interferência em assuntos internos são princípios importantes da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e normas básicas das relações internacionais", acrescentou, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (11).

Nesta quarta-feira (9), Trump publicou em seu perfil na rede social Truth Social uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciando uma taxa de 50% “sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos”, que passará a valer em 1º de agosto.

A tarifa é adicional às já existentes e representa uma escalada inédita nas tensões comerciais entre os dois países. De acordo com o documento, a medida é uma resposta às “práticas comerciais desleais” do Brasil e a supostos ataques do país à liberdade de expressão de empresas americanas. Ele critica ainda o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chama de “líder altamente respeitado” e vítima de uma “caça às bruxas”.

Trump também acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de violar a liberdade de expressão de cidadãos e empresas americanas ao emitir o que chama de “ordens de censura secretas e ilegais” contra plataformas de mídia social, as ameaçando com "multas e expulsão do mercado de mídia brasileiro".No texto, Trump condiciona qualquer eventual revisão da nova política tarifária à abertura do mercado brasileiro e à eliminação de tarifas e barreiras comerciais ao ingresso de produtos americanos no país. Ele também menciona que empresas brasileiras poderiam escapar da tarifa se passassem a produzir diretamente em território norte-americano.