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Após Artemis II, China pode superar EUA na nova corrida espacial

Mesmo com avanços dos EUA, país asiático segue plano mais consistente e sem atrasos

Da redação
DA REDAÇÃO

18/04/2026 • 19:02 • Atualizado em 18/04/2026 • 19:02

Os recentes avanços da Missão Artemis, que fez voo ao redor da Lua no início do mês, trouxeram muitas especulações sobre a nova corrida espacial e quem deve vencê-la: Estados Unidos ou China?

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No Canal Livre deste domingo (19), o jornalista e divulgador científico Salvador Nogueira e o engenheiro e empreendedor espacial Lucas Fonseca serão convidados a debater o assunto e dar suas apostas.

Nogueira aponta que é “bem provável” que a China pouse na Lua com tripulação antes dos EUA. “Os americanos estão constantes em termos de objetivos, mas flutuam nos detalhes”, completa ele.

“Eles [os americanos] fariam a primeira missão lunar em 2018. Depois passou a ser 2022, aí pula para 2024, 2025 e, finalmente, em 2026 tivemos a Artemis II, que talvez seja o último suspiro em que os americanos se mostram à frente dos chineses numa missão lunar.”

O pouso com tripulação na Lua está previsto para acontecer em 2028 pelo governo americano e em 2030 pelo chinês. Esse segundo, no entanto, foi o primeiro a fazer um pouso robótico no lado afastado da Lua.

“Eles foram os primeiros a pousar lá. E o módulo de pouso que eles estão desenvolvendo para pousar com astronautas é basicamente uma versão escalada, uma versão maior desses módulos robóticos”, afirma Nogueira.

Já os Estados Unidos, estão apostando numa tecnologia nova, desenvolvida pelas empresas Blue Origin e SpaceX, SpaceX, que, segundo o cientista “têm um potencial enorme, mas ao mesmo tempo traz os desafios de uma nova tecnologia ainda não desenvolvida.”

“Então é muito possível que esses projetos, como já vêm atrasando, continuem atrasando. E aí a meta de pousar em 2028 fica pouco crível, enquanto os chineses vêm com tudo bem planejado e uma constância de propósito ao longo das últimas décadas que é notável.”

Lucas Fonseca destacou ainda que os projetos dos dois países têm dois modelos sendo confrontados. A China tem um projeto mais estatal. “Ele está estabelecido há mais de década, só que não está aberto”, afirma.

“Quando ela [a China] fala 2030, não é que o chinês vai chegar em 2030, vai chegar até 2030. Então, pode ser que ela esteja se preparando para chegar em 2029. A gente não sabe”, completa.

O programa Canal Livre vai ao ar no domingo (19), às 20h, na BandNews TV e, mais tarde, às 23h, na tela da Band, depois do o ‘Som dos Oceanos’.