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‘Chuva’ da oposição contra Netanyahu

Para a oposição, a relutância do primeiro-ministro de Israel em criar uma comissão para investigar a invasão do Hamas ‘é uma confissão de culpa’

Por Redação
REDAÇÃO

24/11/2025 • 09:31 • Atualizado em 24/11/2025 • 09:31

Moises Rabinovici
Benjamin Netanyahu

Benjamin Netanyahu

REUTERS/Ronen Zvulun

Uma chuva de papeizinhos caiu do alto do prédio do governo israelense em Tel Aviv, nesta segunda-feira. Está escrito neles: “Isto não é chuva; este governo está urinando em nós”.

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A “urina” é a relutância do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em criar uma comissão estatal de inquérito para investigar a invasão do Hamas ao sul israelense, em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

Para a oposição, o veto a uma comissão de inquérito é uma confissão de culpa. E a culpa significa demissão ou renúncia. A oposição ainda reclama da falta de combate ao terrorismo judaico na Cisjordânia contra palestinos. E conclui: “É hora de eleições livres em Israel”.

A notícia de que as Forças de Defesa de Israel (IDF, em inglês) entraram em prontidão contra uma eventual retaliação do Hezbollah pelo assassinato de seu novo comandante militar, Haytham Ali Tabatabai, no domingo, em Beirute, salvou Netanyahu de uma maior pressão das ruas e da oposição. Mas não há indícios de que uma retaliação esteja em gestação.

O Irã se manifestou: "O Ministério das Relações Exteriores condena veementemente o assassinato covarde do grande comandante da Resistência Islâmica Libanesa, o mártir Haytham Ali Tabatabai." O Líbano reclamou na ONU, com um apelo a que países do Ocidente impeçam Israel de continuar os ataques no Líbano.

O problema é que o governo libanês não consegue desarmar o Hezbollah, como previsto no acordo de cessar-fogo, e Israel o ataca nos pontos em que ele volta a marcar presença. Os ataques tem sido diários há uma semana. Fontes israelenses analisam que o exército libanês é fraco diante do Hezbollah, ainda dominante, e que ele conta com a simpatia de vários oficiais das forças regulares.

“Não vamos ficar sentados esperando o governo libanês”, disse uma fonte israelense não identificada ao jornal saudita Al-Hadath. As IDF, não por coincidência, iniciaram uma série de exercícios na fronteira com o Líbano, nesta segunda-feira, alertando aos habitantes do norte que não se preocupem se ouvirem explosões.

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