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Cidade na Noruega "proíbe" morte de civis; entenda

Em Longyearbyen, no Ártico, o solo é tão congelado que impede o enterro – tudo para evitar que vírus centenários voltem à vida.

Da redação
DA REDAÇÃO

24/10/2025 • 14:32 • Atualizado em 24/10/2025 • 14:32

Longyearbyen

Longyearbyen

John Kristian Petersen/Pexels

Em um dos pontos habitados mais ao norte do planeta, no arquipélago de Svalbard, existe uma regra oficial que parece tirada de um filme: é, na prática, proibido morrer na cidade.

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A história por trás da lenda é real e está ligada a uma política de saúde pública extrema, supervisionada pelo Governo Norueguês por meio do Sysselmesteren på Svalbard (Governador de Svalbard). Essa política exige que qualquer pessoa em estado terminal seja imediatamente removida e enviada para o continente.

O motivo por trás da proibição de sepultamentos não é capricho, mas uma questão de segurança e sobrevivência no Ártico.

O solo congelado é a prova do crime

A raiz de toda a regra é o permafrost, o solo que permanece congelado o ano todo na região.

Corpos Preservados: O gelo impede a decomposição natural dos corpos. O cemitério local de Longyearbyen parou de aceitar novos sepultamentos por volta de 1950, quando as autoridades descobriram que os cadáveres não se desintegravam.

Perigo de Contaminação: A preservação dos corpos cria um risco biológico. Se o solo degelar, vírus e bactérias (incluindo o vírus da gripe espanhola, encontrado em corpos preservados) podem ser reativados e se espalhar, colocando toda a pequena comunidade em risco.

A regra oficial: proibição de caixões

Arquipélago de Svalbard (Foto: Google Maps)

Arquipélago de Svalbard (Foto: Google Maps)

A confirmação da política de sepultamento zero aparece em documentos do próprio governo. Em uma proposta de alteração de 2024 para o regulamento sobre cemitérios em Longyearbyen, a Noruega reitera a regra principal: "Que caixões não podem ser sepultados em Longyearbyen consta no novo segundo parágrafo."

A consequência prática dessa proibição é que a morte na ilha é tratada como uma emergência: indivíduos doentes são transportados de avião para a Noruega continental para serem cremados ou enterrados lá.

A regra não impede que as pessoas morram de fato, mas garante que não haja sepultamentos tradicionais, transformando Longyearbyen em um caso único onde a vida humana é forçada a obedecer às duras leis do clima polar.

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