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Cidades obrigam cardápios físicos em bares e restaurantes; veja

Nova lei em Belo Horizonte exige versão impressa ou tablets; pesquisa aponta que 21% dos clientes têm dificuldade com o modelo digital por QR Code

LUCIANO DIAS

06/01/2026 • 20:32 • Atualizado em 06/01/2026 • 20:32

Cidades obrigam cardápios físicos em bares e restaurantes; veja

Cidades obrigam cardápios físicos em bares e restaurantes; veja

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Belo Horizonte e outras capitais obrigam oferta de cardápio físico em restaurantes Título SEO: Cidades obrigam cardápios físicos em bares e restaurantes Linha-Fina: Nova lei em Belo Horizonte exige versão impressa ou tablets; pesquisa aponta que 21% dos clientes têm dificuldade com o modelo digital por QR Code.

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A digitalização dos serviços de alimentação, acelerada pelo uso de QR Codes, enfrenta uma nova fase de regulamentação no Brasil. Em Belo Horizonte, uma nova legislação obriga bares e restaurantes a oferecerem, ao menos, uma versão impressa do cardápio ou disponibilizar tablets para a consulta dos itens. A medida visa atender a uma parcela de consumidores que ainda prefere ou necessita do suporte físico para realizar seus pedidos.

Os estabelecimentos da capital mineira terão um prazo de 90 dias para se adaptarem às novas exigências. Belo Horizonte agora faz parte de um grupo de cinco capitais — ao lado de Campo Grande, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Goiânia — que retomaram a obrigatoriedade do cardápio convencional. No estado de São Paulo, a Assembleia Legislativa também aprovou lei semelhante para garantir o direito de escolha do consumidor.

Dificuldades técnicas e preferência do público

Embora a administradora Maria Udina defenda a praticidade e o conforto do modelo digital, afirmando que a tecnologia elimina a espera pelo cardápio físico, a resistência é significativa. Segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 21% dos clientes relatam dificuldades ao utilizar sistemas exclusivamente digitais.

Entre os principais obstáculos apontados por empresários e consumidores, estão:

  • Falhas na rede de internet móvel nos estabelecimentos.
  • Ambientes sem sinal de Wi-Fi disponível para os clientes.
  • Dificuldade de manuseio da interface digital por parte de alguns perfis de público.

Adaptação do setor

Muitos estabelecimentos já operam com o modelo híbrido antes mesmo da obrigatoriedade legal. Soraya Hazana, sócia de um restaurante em Belo Horizonte, explica que mantém o QR Code em todas as mesas, mas disponibiliza a versão impressa simultaneamente. Segundo a empresária, a coexistência dos dois formatos funciona bem e evita a insatisfação de clientes que não se sentem confortáveis com o ambiente digital.

A tendência indica que, embora o QR Code ofereça agilidade operacional e redução de custos com impressão para o lojista, a garantia do acesso físico é vista pelas autoridades como uma medida de inclusão e respeito aos direitos do consumidor.

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