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Cirurgia de Bolsonaro é de baixa complexidade e poucos riscos, diz médico

Bolsonaro será submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral na manhã do dia 25 de dezembro, no Hospital DF Star, em Brasília

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

23/12/2025 • 15:42 • Atualizado em 23/12/2025 • 15:42

Amanda Perobelli/Reuters

Resumo

Alexandre de Moraes autorizou a cirurgia de hérnia inguinal bilateral de Bolsonaro após laudo médico indicar a necessidade do procedimento eletivo devido ao agravamento do quadro clínico.

Bolsonaro foi internado sob escolta da Polícia Federal, com visitas restritas apenas a Michelle Bolsonaro e proibição de aparelhos eletrônicos.

A equipe médica afirmou que a cirurgia é simples, de baixo risco e com expectativa de recuperação tranquila.

De acordo com o cirurgião-geral Claudio Birolini, responsável pela cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o procedimento está previsto para ocorrer por volta das 8h da manhã de quinta-feira. Em declaração recente, o médico afirmou que, apesar de toda cirurgia envolver riscos, o procedimento ao qual Bolsonaro será submetido é considerado padronizado e de menor complexidade.

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Bolsonaro será submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral na manhã do dia 25 de dezembro, no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento foi autorizado nesta terça-feira (23) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Toda cirurgia é complexa. A herniorrafia inguinal é uma cirurgia bem padronizada, com menor risco de complicações”, afirmou Birolini.

O médico também comparou a cirurgia atual com procedimentos anteriores realizados no ex-presidente, destacando que, desta vez, trata-se de uma intervenção eletiva, planejada e sem caráter emergencial.

“É muito mais simples, por se tratar de um procedimento padronizado e realizado de forma eletiva. A outra foi uma cirurgia não regrada, em uma situação de emergência no que chamamos de um ‘abdome hostil’”, explicou.

Internação e escolta da Polícia Federal

Bolsonaro será internado na manhã desta quarta-feira (24) para a realização de exames pré-operatórios e preparação clínica. Preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, ele será conduzido ao hospital sob escolta da PF, que também ficará responsável pela segurança durante toda a internação.

Segundo a corporação, haverá fiscalização 24 horas por dia, com ao menos dois agentes federais posicionados na porta do quarto. O acesso ao ex-presidente será restrito: não será permitida a entrada de telefones celulares, computadores ou qualquer dispositivo eletrônico.

A única visita autorizada é a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Um pedido da defesa para que os filhos Carlos e Flávio Bolsonaro acompanhassem o pai foi negado, ficando qualquer outra visita condicionada a autorização judicial.

Equipe médica

A defesa divulgou a equipe médica responsável pelo acompanhamento e pela cirurgia. Além de Claudio Birolini, participam do procedimento:

Dr. Wallace Stwart Carvalho Padilha (CRM/DF 21.743) – Clínico Geral

Dr. Allisson Bruno Barcelos Borges (CRM/DF 16.106) – Diretor-Geral do Hospital DF Star

Dr. Brasil Ramos Caiado (CRM/DF 8.043) – Cardiologista

Laudo aponta necessidade de cirurgia eletiva

A autorização do STF ocorreu após a divulgação de um laudo pericial, emitido na última sexta-feira (19), que concluiu pela necessidade de intervenção cirúrgica. Bolsonaro foi periciado na quarta-feira (17), quando foi diagnosticado com hérnia inguinal bilateral.

O documento aponta que, embora não haja indicação de cirurgia de emergência, o quadro clínico exige reparo cirúrgico eletivo “o mais breve possível”. A perícia também destaca que o ex-presidente sofre com crises persistentes de soluços, que têm provocado prejuízos significativos ao sono e à alimentação, além de contribuir para o agravamento da hérnia devido ao aumento repetido da pressão abdominal.

O laudo menciona ainda que o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente pertinente como parte do tratamento para controle dos soluços.

Cirurgia no dia de Natal

Segundo parlamentares próximos à família Bolsonaro, o pedido para que a cirurgia fosse realizada no dia 25 de dezembro teria partido de Michelle Bolsonaro. Evangélica, a ex-primeira-dama teria relatado a aliados acreditar que “um milagre pode acontecer durante a cirurgia no dia do nascimento de Jesus”.

A expectativa da equipe médica é de que o procedimento transcorra sem intercorrências, com acompanhamento clínico contínuo durante o período de recuperação hospitalar.

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