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STF adia julgamento de deputados acusados de pedir propina por emendas

Ministros do STF adiam votos em ação contra parlamentares acusados de cobrar propina para liberar verbas federais

RAFAEL PROCÓPIO

10/03/2026 • 15:14 • Atualizado em 10/03/2026 • 15:14

Bastidores de Brasília
Primeira turma do STF

Primeira turma do STF

Gustavo Moreno/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (10), após acordo em plenário, adiar para a próxima semana os votos das ações penais contra os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).

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Os parlamentares são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrarem propinas para a liberação de cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão, entre janeiro e agosto de 2020.

Segundo a denúncia da PGR, o grupo teria solicitado aproximadamente R$ 1,6 milhão em propina para garantir o repasse dos recursos.

A decisão de postergar o julgamento foi anunciada pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino, que justificou a medida por questões de tempo. O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, informou antecipadamente que seu voto seria extenso, o que inviabilizaria a conclusão da análise por todos os ministros antes da sessão plenária da tarde desta quarta-feira.

Próximos passos do julgamento

Com o adiamento, a Primeira Turma dará continuidade à etapa de sustentação oral, ouvindo os argumentos dos advogados de defesa dos acusados. A expectativa é que a análise do mérito e a prolação dos votos ocorram ao longo da sessão da próxima terça-feira, dia 17.

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