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A importância de manter vivas as memórias de um passado que não pode se repetir

Por Redação
REDAÇÃO

25/10/2025 • 00:43 • Atualizado em 25/10/2025 • 00:43

Fernando Mitre

Quem viveu aquele dia jamais se esquecerá: 25 de outubro de 1975, no cemitério israelita do Butantã. O corpo de Vladimir Herzog, torturado e morto no Doi-Code, sendo depositado em um túmulo na quadra 28, no centro do campo santo.

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E não na área dos suicidas como haviam determinado os órgãos de repressão. Foi o primeiro protesto contra a versão oficial da morte do jornalista.

Ali no cemitério, a tensão crescia quando os sons e vozes da cerimônia eram invadidos pelas sirenes dos veículos policiais que estavam por perto.

Faz 50 anos que vivemos aqueles acontecimentos trágicos e marcantes, que lembramos juntos agora: clima pesado do velório no Hospital Einstein, o enterro e, na semana seguinte, o ato na Catedral da Sé.

Daqui a 50 anos, outros se lembrarão. As páginas da história garantem a permanência daquele divisor de águas no processo de redemocratização do país.

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