No momento em que Flavio Bolsonaro se apresenta como o indicado do pai para disputar a presidência, seu lugar nas pesquisas aparece muito atrás do presidente Lula. Na média dessas pesquisas, e na maioria delas, ele só lidera em dois segmentos: entre os eleitores de 16 a 24 anos e entre os evangélicos.
Nos dois casos, Flávio tem cerca de 7 por cento de vantagem. Nos outros, só dá Lula, que - e em plena campanha - está, no total, cerca de 20 pontos à frente. São dados que podem mudar, evidente, falta muito tempo ainda. Mas hoje ajudaram a derrubar a bolsa.
O mercado, faz tempo, apostava no nome de sua preferência - o governador Tarcísio de Freitas - e agora reage a uma decepção. A notícia da pré-candidatura de Flávio, como se vê, deixa confortável a situação atual de Lula, o que, para o mercado, significa também força na política de gastos do governo.
E esta questão, que ajudou a derrubar a bolsa agora, estará em discussão durante toda a campanha eleitoral - seja com Flávio ou outro nome da direita, ou com ele, e até incluindo um nome mais de centro. E a questão pode ser decisiva ao lado da segurança.
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