Nesse empate com Flavio Bolsonaro, Lula teve o seu pior resultado - com destaque para alguns itens fundamentais da pesquisa, como o da aprovação do governo - comparado com o início dessa série da Quaest, e desde o anúncio do tarifaço.
Flávio cresceu de 25% para 34% e chegou agora ao empate no segundo turno - 41 a 41 - enquanto Lula saiu de 39 para 37 no primeiro turno.
Violência e corrupção estão dando o tom dessa pesquisa, ao lado da economia - quando se vê que o aumento da renda perde para o preço das coisas, o poder de compra. E o juro lá em cima.
A isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil - medida significativa do governo, que atinge diretamente a distribuição de renda - não chegou, ou ainda não chegou para o eleitor, ao contrário do que se esperava.
48% não reconhecem isso, assim como também não funcionaram outros itens positivos do governo neste ambiente polarizado, em que os maiores números são os da rejeição. 56 de Lula contra 55 de Flávio.
É o duelo de rejeições marcando este quadro eleitoral que, a 7 meses da eleição, e na perspectiva das campanhas que vêm aí - incluindo a proposta de terceira via - ainda não aconselha nenhuma previsão. Cedo demais para isso. Tem muito pela frente.
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