O presidente Lula deixou para falar com o senador Jacques Wagner na próxima semana, mas não falta nem no governo nem no comando do PT quem espere que ele tome, até antes disso, a iniciativa de se afastar da liderança no Senado.
Depois da operação da Polícia Federal, envolvendo o senador, a entrevista em que ele responde as acusações e suspeitas, não agradou o Planalto. Pelo contrário.
Os temores crescem com as avaliações de como o episódio pode atingir a campanha de Lula. As reações dos adversários já dão sinais claros dessa medida. O novo ambiente já instalado torna superados os resultados das pesquisas recentes.
E as novas já vão pegar os efeitos da operação da Polícia Federal, a começar pelo DataFolha, que ia sair hoje mas ganhou mais um dia de campo para se atualizar.
O comando da campanha de Lula, já avaliando o potencial tóxico do caso Jacques Wagner, considera que o presidente não quer tomar a iniciativa de demitir o senador - o que significa que a pressão sobre ele, para se antecipar, só aumenta.
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