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A resposta da sociedade à morte de Vladimir Herzog

Por Redação
REDAÇÃO

28/10/2025 • 00:42 • Atualizado em 28/10/2025 • 00:42

Fernando Mitre

Naqueles dias de outubro de 1975, havia tensão e medo, tanto no velório quanto no enterro de Vladimir Herzog, morto sob tortura no Doi-Code, e medo também no ato inter-religioso, logo depois, na Catedral da Sé.

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Mas aquele medo físico, que era uma reação natural aos sinais da presença e ameaça permanente dos agentes armados da repressão, sempre por perto, o medo chegava a ser suplantado pela indignação.

E a coragem brotava naqueles momentos, como no discurso inesperado da atriz Ruth Escobar no enterro de Herzog.

Palavras que ficam na memória: "Até quando vamos enterrar nossos mortos em silêncio?", foi isso ou próximo disso o que ela dizia ali, há exatos 50 anos, dia 27.

E assim a morte de Herzog e a movimentação que se seguiu, com tantas vozes e ações que cresciam na sociedade, configuraram o processo de resistência que foi, sem dúvida, o início da virada. A democracia começou ali a renascer no país.

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