Em vez de frases de efeito de ano eleitoral, ouvir a voz de uma autoridade, considerada a maior do Brasil no combate ao crime organizado, é uma exigência do momento e do bom-senso. Lincoln Gakiya, com sua experiência, começa dizendo que classificar PCC e CV como terrorismo é, no mínimo, um erro técnico.
Que não ajuda e pode prejudicar o combate ao crime, com a interferências dos EUA, inclusive atuando sobre o nosso sistema financeiro. Fácil entender que as organizações criminosas no Brasil são mafiosas e, assim, deviam ser tratadas e combatidas.
Sabemos que o Brasil vem perdendo essa guerra, faz tempo, como já reconhecia Fernando Henrique - numa entrevista que fiz com ele no final do último mandato. O crime evoluiu e vem evoluindo muito mais do que as forças que o combatem.
E hoje tem tentáculos em 28 países. Não se fez o dever de casa, enquanto o crime ampliava seus domínios, desconhecendo limites, como se vê no caminho do dinheiro.
Um combate organizado, integrado e coordenado nacionalmente contra as máfias do Brasil - incluindo parcerias eficientes e bem estruturadas com outros países - é o que precisa e deveria ser adotado e fortalecido. Muito acima de interesses eleitorais.
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