Dois dias depois da megaoperação policial no Rio, o presidente Lula sanciona a lei, que protege quem combate o crime organizado, e outros projetos da área ganham atenção no Congresso, inclusive a PEC da Segurança, formulada há 18 meses no Ministério da Justiça e enviada em abril, mas estacionada por lá.
Agora, óbvio, todos acordaram. O presidente da Câmara promete agilizar a matéria. O sentido maior da PEC é fortalecer o papel da União, formulando políticas de ação contra o crime com mais instrumentos que ajudem a coordená-las.
Houve e há reações contra a PEC por parte de governadores da oposição, acusando perda de autonomia dos Estados - e agora anunciam uma integração entre eles contra o crime. Diante das críticas, o governo já mexeu no texto da PEC. Tem muita discussão ainda pela frente e possibilidades de aperfeiçoamento dessa PEC.
Vamos ver. Pode-se também acelerar o trabalho.
Assim como a discussão de outras matérias da área. O que não pode - ou não deveria - é fugir da ideia de que, sem coordenação e integração eficientes de forças, União e Estados, parece ilusão acreditar em vitória sobre o crime organizado.
Nessa direção, a força-tarefa anunciada pelo encontro Rio/União pode abrir e dar consistência ao caminho - quando há uma longa guerra pela frente.
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