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Conivência e traição no exército de Maduro

Por Redação
REDAÇÃO

06/01/2026 • 00:33 • Atualizado em 06/01/2026 • 00:33

Fernando Mitre

As condições - com graves fragilidades - das Forças Armadas da Venezuela já vinham sendo observadas, faz tempo, por especialistas atentos à realidade do país. Não que se imaginasse para agora algum sinal de resistência eficiente à operação militar americana. Chance zero, claro.

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Mas já sobravam motivos para sugerir essas deficiências. Ou deixá-las mais claras - como resultado, por exemplo, do método de promoção rápida de oficias, adotado por Maduro para cooptar apoio político. Promover militares em troca de apoio político - o que explica os dois mil generais, número absolutamente desproporcional em comparação com outros países - não é, obviamente, um método que fortaleça a competência da tropa.

Menos ainda a distribuição de cargos, funções e poderes nas diversas áreas de administração e negócios - incluindo os escusos - da Venezuela. Pode enriquecer os comandantes, mas não garante eficiência militar, sejam quais armas comprem. Nem garante - como parece claro agora - a lealdade paga.

Muito pelo contrário, é fora de dúvida que não faltou traição em toda essa trama da ação dos Estados Unidos para a captura de Maduro. E isso vai ficando mais claro.

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