
Mitre
Band TV
A derrota desta quinta-feira, com a derrubada do veto à dosimetria, a segunda do governo nesta semana – que já era esperada e estava assimilada pelo presidente Lula – junta-se agora ao ambiente criado pela primeira derrota, a da recusa a Jorge Messias, compondo o quadro dramático de dimensões inéditas em que fica o governo e mostra, entre tantas e outras coisas, uma demonstração completa do que pode ser visto como um festival de incompetência política.
Nem uma planilha atualizada das posições no Senado, o que é elementar em situações assim, conseguiram fazer e apresentar ao presidente. Ficaram com números ilusórios, enquanto o senador Alcolumbre ia com tudo contra o nome de Messias.
Lula, que há muito não faz o que ele fazia muito bem, que é o corpo a corpo com o Congresso, esteve por fora do real ambiente no Senado até o último momento.
Derrotado, o presidente agora não abre mão de fazer nova indicação. Fala-se numa mulher, o que, em si, é um caminho oportuno.
Mas seja de quem for o novo nome, um passo elementar seria necessário – embora nada fácil a esta altura – , que é buscar um improvável clima de entendimento com o Senado e caminhar por ele.
É a ideia que predomina no Planalto neste momento, fora do espírito de dobrar a aposta e partir para o confronto, como não faltam também setores petistas já defendendo.
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